A formação do mercado de trabalho no Brasil E a Escravidão

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Marx através de seu estudo sobre o processo histórico de criação do modo de produção capitalista fornece através da Acumulação Primitiva de Capital, as bases do entendimento da importância da formação do mercado de trabalho regular para a reprodução do capital, retratando a formação do mercado de trabalho na Inglaterra. O processo se iniciou com o vasto processo de expropriação de terras dos camponeses, ocorrido a partir dos séculos XV e XVI, sob várias formas (cerramentos de terras, dissolução das terras comuns, roubo das terras da Igreja, fim da servidão), esse é o processo histórico que dissocia o camponês (o produtor direto) de seus meios de subsistência e meios de trabalho. Mas, esse processo não garante a formação de um mercado de trabalho regular para a indústria nascente, com a oferta permanente de mão de obra, como necessita o modo capitalista de produção. De fato, a expropriação dos camponeses e sua consequente pauperização não obrigatoriamente levarão ao surgimento de uma oferta regular de força de trabalho para a indústria. Daí surge um importante aliado da burguesia industrial, o Estado, que garantirá a disciplina para o trabalho regular via coerção, violência física e moral sobre os pobres e camponeses expropriados, entregando ao capital, a mão de obra necessária, e com salários rebaixados. A formação de um mercado de trabalho regular, onde os pobres e os camponeses foram convertidos em proletários, implica também na imposição de uma certa disciplina para o trabalho. MARX dirá que os camponeses expropriados não poderiam ser absorvidos pela manufatura na mesma velocidade e rapidez com que se tornavam disponíveis. Isso provocou uma grande crise social, com o aumento do número de mendigos, ladrões e vagabundos. As chamadas leis sanguinárias do século XVI coibiram de forma violenta (açoite, marcas a ferro quente, tortura) a mendicância e a vadiagem, obrigando aqueles que não tinham trabalho a procurá-lo, obrigando o antigo camponês a

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