A era da revoluções de eric hobsbawn

Páginas: 9 (2121 palavras) Publicado: 28 de maio de 2013
O ponto de partida da obra “A Era das Revoluções” de Hobsbawn é o estudo do período compreendido entre 1789 e 1848, marcado por diversos acontecimentos sociais, políticos e econômicos. Os principais destaques, todavia, são a a revolução industrial britânica em seus estágios iniciais e desenvolvimento, assim como a Revolução Francesa, aos quais, o autor nomeou com o termo a “dupla revolução”.Pontua os efeitos de tais acontecimentos e seus reflexos no mundo contemporâneo e não apenas no tocante à França e Inglaterra apenas.

Segundo o próprio autor, o livro encontra-se, a princípio dividido em duas partes; sendo a primeira referente ao desenvolvimento histórico do intervalo compreendido na obra e a segunda parte a respeito da construção da sociedade a partir de tais eventos. Hobsbawn,propõe, a partir desta obra, uma interpretação dos fatos e acontecimentos, em detrimento a uma análise minuciosa destes. Entretanto, sublinha a importância destes mesmos eventos para o panorama mundial da época, assim como, para o contemporâneo e suas ramificações e extensões para a formação da modernidade e pensamento sócio-político-econômico.

A Era das Revoluções


Hobsbawn inicia suainterpretação ao apresentar o mundo da época como “maior” e “menor”, se comparado ao atual. “Menor”, já que tanto a população, quanto a estrutura física do homem do período era bem reduzida. Mesmo entre os homens da ciência, o conhecimento sobre o Mundo que o cercava e a sua população era estreito. “Maior”, já que, para seus habitantes, o Mundo era extremamente grande enquanto visto pela ótica dasdificuldade nas comunicações e a pequena (ou quase inexistente) mobilidade de seus habitantes entre suas regiões. Ou seja, a maior parte das notícias chegavam às pessoas através dos viajantes e nômades e muito posteriormente às suas ocorrências, dada a ausência de jornais e periódicos ou mesmo em virtude do comum analfabetismo. Além disso, a maioria dos indivíduos, a não ser por causas como orecrutamento militar, nasciam, viviam e morriam em seu local de nascimento.

Era um mundo rural, com raras grandes áreas “urbanas” (como Londres e Paris), permeado por uma economia voltada ao campo. O trabalhador rural não possuía um conceito muito diferenciado do escravo: dedicava-se ao trabalho forçado nas terras de seu senhor, submetia-se a exploração e, em alguns casos, poderia até mesmo servendido.

Em vista deste quadro feudal, gradativamente desponta uma sociedade rural diferenciada em algumas partes da Europa. A Inglaterra é o grande exemplo desta diferença, com um número considerável de seus agricultores voltados aos empreendimentos comerciais médios, dotados de mão-de-obra contratada.

Outro fator relevante para a implantação industrial, segundo o autor, quanto aGrã-Bretanha, era o incentivo econômico de seu governo às atividades comerciais e manufatureiras. Não devendo a este ponto se subestimar no período ao Iluminismo, enquanto facilitador e incentivador da propagação do conhecimento e ao mesmo tempo, sendo fruto do progresso da classes mercantis, economicamente progressistas e pré-industriais. Formam-se, assim, sociedades provincianas através de homens queincentivavam ao progresso científico, político e econômico, tendo como principais núcleos a própria Inglaterra e a França – os centros da “dupla revolução”.

Através da ideologia propagada pelo Iluminismo, surgem os princípios universais que guiariam a Revolução Francesa: Liberté, Egalité, Fraternité (liberdade, igualdade e fraternidade). Fato é, entretanto, que este mesmo pensamento, apesar deinovador, repleto de idéias humanitárias, de racionalidade e de progresso, ainda que indiretamente, favoreceu à consolidação do capitalismo. Ainda que muitos pensadores iluministas estivessem ao lado dos governantes monárquicos, em muito esta ideologia colaborou para o declínio do Antigo Regime. Desta forma, com o desenvolvimento do capitalismo, a burguesia continuou sua ascensão econômica na como...
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