A Educação do Homem Feudal

Páginas: 11 (2684 palavras) Publicado: 23 de outubro de 2013
FACULDADE MUNICIPAL DE PALHOÇA – FMP
CURSO DE PEDAGOGIA - 2ª FASE
DISCIPLINA: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

A Educação do Homem Burguês

Primeira Parte – Do renascimento até o século XVIII


Na idade média, Deus era o centro da história, e tudo se justificava pela fé e não pela razão. Neste período também estava presente à educação dual, ou seja, a educação era diferenciada conforme a classesocial, para os nobres uma educação mais profunda e para os pobres ela era elementar, ambas eram dominadas pela igreja católica.
Por não concordar com esta prática, Lutero propõe a Reforma, na qual o poder da igreja ficaria limitado. Tanto a Reforma, como o movimento cultural conhecido como Renascimento, que se opunha aos princípios da idade média, propondo aos homens que retornassem a filosofiados gregos e romanos, e que a razão fosse à explicação do mundo, foram apoiados “(...) por muitos nobres empobrecidos, que esperavam enriquecer a custa dos despojos da Igreja” (pg.112). Agora “(...) ao nobre desalojado dos seus castelos e obrigado a incorporar-se á monarquia como funcionário ou palaciano, já de pouco servia a velha educação cavalheiresca, e ler e escrever já não eram consideradospelos nobres como coisas de mulher” (pg.113).
Segundo, Montaigne e Luís Vives, “(...) o útil e o prático passam agora a constituir preocupações de primeiro plano, em oposição à vida “santa” dos monges e à vida “cavalheiresca” dos barões, os humanistas defendiam outra espécie de vida, que fosse mais desvinculadas da igreja e menos predadoras” (pg.113).
Com “esse interesse pela vidaterrena dos negócios, pela investigação e pela razão, esse cuidado em assimilar ensinamentos, em vez de simplesmente recebê-los, adquirem o seu verdadeiro alcance inovador quando os comparamos com as tradições que dominavam o ensino feudal, aonde existiam servidão e poder totalmente católico (pg. 113).” Já “(...) o individualismo burguês, no campo educacional, estava a exigir uma disciplina menosrude, uma maior consideração pela personalidade do educando, um ambiente mais claro e mais alegre. A primeira escola inaugurada pelo primeiro pedagogo do Renascimento tinha um nome que, de certo modo, era simbólico: La Casa Gioiosa,” (pg. 114), que quer dizer, aonde se ensina e não se maltrata.
Em meio a este contexto, surge “(...) A Companhia de Jesus, que possuía a rigidez e a ordem, com asquais disciplinava seus soldados até a negação absoluta da personalidade, e esta companhia passou então a combater em duas frentes: contra o protestantismo cismático e contra os leigos incrédulos” (pg.116).
Assim, são “(...) quatro as correntes pedagógicas que vão desde o século XVI até o século XVIII: a que expressa os interesses na nobreza cortesã, a que serve à Igreja feudal, a que refletem osanelos da burguesia protestante, e a que traduz as tímidas afirmações da burguesia não-religiosa” (pg.116).
Em oposição ao renascimento, que utilizava o idioma grego, o hebraico e o latim clássico nas suas reivindicações, o que dificultavam o entendimento popular, A Reforma expôs suas reivindicações em idioma nacional e conservando-se fiel ao cristianismo, não só conseguiu arrastar a média e apequena burguesia, como também as massas camponesas e pré-proletárias. E “(...) quando percebeu que as massas pretendiam ir mais longe do que o imaginado, Lutero as traiu: não só diminuiu a intensidade da guerra de extermínio que mantinha contra Roma, como ainda tomou parte em todas as negociações que lhe foram impostas pelos príncipes que haviam aderido à Reforma” (pg.117).
“(...) É verdade que oprotestantismo, ao dar ao homem a responsabilidade da sua fé e ao colocar a fonte dessa fé nas Sagradas Escrituras, assumiu, ao mesmo tempo, a obrigação de colocar todos os fiéis em condições de salvar as suas almas mediante a leitura da Bíblia. Desse modo, a instrução elementar passava a ser o primeiro dever de caridade, e ainda que, no fanatismo de Lutero, não sobrasse lugar para o saber...
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