A Destruição da Metafísica, A Cosmologia e Razão é Fé

Páginas: 9 (2149 palavras) Publicado: 23 de outubro de 2013

A DESTRUIÇÃO DA METAFÍSICA
A COSMOLOGIA
RAZAO E A FÉ








INTRODUÇÃO
Nos últimos séculos, a existência de questões metafísicas passou a incomodar muito. No século XXI não poderia ser diferente. Queremos o conforto de uma cultura da resposta certa, na qual não existam brechas para a dúvida. A própria Filosofia, nos seus últimos séculos de história, tomou como tarefa essencial adestruição da Metafísica. Tudo se passa como se a Filosofia tivesse tentado, primordialmente, calar a si mesma. Foi esse o percurso que começou com Kant – esse filósofo paradoxal que ergueu um imenso sistema metafísico para provar que a Metafísica não é possível. Todos eles estavam preocupados em extirpar a Metafísica ao mostrar que suas perguntas não têm respostas. Mas as questões metafísicas têmse mostrado recorrentes. Elas sobreviveram às diversas demonstrações filosóficas de que são insolúveis. De outro lado com a evolução do universo através da ciência iremos ver a cosmologia que vai nos mostrar a estrutura, evolução e composição do universo, que através da ciência se refere ao método cientifico para criar e testar modelos e suas diferentes fazes pelas quais a evolução passou. Porfim veremos dois pensamentos contraditório a fé e a razão são pensamentos que cruzam o nosso dia a dia até nos dias de hoje a fé religiosa com suas crenças seus dogmas e as diversas religiões em contrapartida a razão com a comprovação dos fatos.








1. A DESTRUIÇÃO DA METAFISICA
No final do século XX, com o advento de novas tecnologias de observação do cérebro humano quase em temporeal, alguns neurocientistas, como Ramachandran e Gerald Edelman, sugeriram que problemas filosóficos, como, por exemplo, o da natureza da consciência e outras questões metafísicas tradicionais, poderiam agora ser resolvidos pelas teorias neuro científicas. Estaríamos caminhando para uma Neurofilosofia, que estaria se tornando a ferramenta poderosa para extirpar a moléstia metafísica. Quem sabe,as próprias dúvidas hiperbólicas da Filosofia nada mais seriam do que estados cerebrais inoportunos, dos quais poderíamos nos livrar interferindo no metabolismo do cérebro, provavelmente por meio de drogas poderosas. Afinal, já existem drogas que induzem efeitos específicos, como é o caso das que pro- duzem experiências religiosas. Não queremos mais ser incomodados por dúvidas insidiosas; o idealda saúde, da mente sã, deve se sobrepor à busca por respostas a questões incômodas do tipo “o que somos?”, “de onde viemos?” e “para onde caminhamos?” Da mesma maneira que a Filosofia, a Neurociência no século XXI estaria agora tomando para si a tarefa de desmantelar a Metafísica e calar definitivamente suas questões.
A Neurociência se apresenta como a teoria de tudo, um ideal da Física do séculoXX, que só agora os físicos começam a abandonar. Ela seria a Ciência de tudo, pois ela poderia, em última análise, explicar a própria produção do conhecimento. Que todo conhecimento é produzido no cérebro humano é uma obviedade, mas não se pode esquecer que uma Ciência do cérebro precisa buscar critérios de verdade para suas teorias, os quais não poderiam ser fornecidos pelo próprio cérebro, mesmoque este seja o ponto de partida de todo o conhecimento. Quem, ou o que, deve validar teorias neurocientíficas? A própria Neurociência?
“O que somos?”. A Neurociência responde a essa pergunta dizendo: “Você é o seu cérebro”. Será que essa proposição teria algum significado se não pressupusesse a existência daquilo que ela desmantela, ou seja, da própria ideia do cérebro como sede dasubjetividade? Sou meu cérebro, mas se não houvesse estados subjetivos únicos, irredutíveis a estados cerebrais, não faria diferença dizer “Você é o seu fígado”. Cérebros e fígados apresentam diferenças individuais em cada um de nós, mas falar do nosso “eu” da mesma maneira que falamos do nosso fígado soaria paradoxal. Certamente, há muito mais coisas envolvidas numa proposição como “Você é o seu cérebro”....
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