A crise da república oligárquica no brasil

Páginas: 10 (2438 palavras) Publicado: 1 de novembro de 2012
A crise da República Oligárquica no Brasil

Entre 1919 e 1930 é denominado o período da crise da república oligárquica. Antes da crise os governos brasileiros mantiveram e fortaleceram o predomínio das elites paulista e mineira sobre a vida política nacional. A partir de 1920, foram criados novos grupos sociais, entre eles, militares, trabalhadores que reivindicavam participação no poder. Assimconseguiram a democratização política do país.
Panorama Econômico
Durante a República Oligárquica, o café foi o principal produto de exportação brasileiro, gerando importantes recursos para a economia nacional. Com a queda dos preços no mercado internacional, Afonso Pena instituiu a política de valorização do café. Com a crise econômica de 29, os EUA como era um grande comprador de café doBrasil, rompeu seus negócios com a economia nacional, trazendo vários problemas. Porém, tínhamos uma vantagem, o café estava em decadência, mas, a atividade industrial sofria um aumento significativo, após a Primeira Guerra Mundial, fazendo o maior crescimento da população e a urbanização da cidade .
Novos personagens entraram em cena
» Em 1920 os governos priorizavam a economia agroexportadora edeixavam de lado os interesses dos grupos surgidos no processo de urbanização e industrialização.
Havia três grupos: Burguesia industrial reivindicava uma política de desenvolvimento por meio da alta de impostos sobre produtos estrangeiros. A Classe média urbana, grupo ligado as atividades industriais, bancárias e comerciais , reivindicava a instituição do voto secreto . O operariado pressionava ogoverno para obter melhores condições de vida e trabalho.
Movimento Tenentista
O movimento tenentista era liderado por jovens de baixa patente, entre tenentes e capitães. Defendiam o voto secreto, reformas políticas e sociais e o fim das fraudes eleitorais. Foi um movimento que atraiu grande simpatia dos grupos de oposição ao governo.
Revolta do Forte de Copacabana
Ocorreu em 5 de julho de1922 na cidade do Rio de Janeiro
Quem comandava o Forte de Copacabana, na ocasião, era o capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do marechal Hermes da Fonseca. No dia 4 de julho, Euclides exortou os seus comandados, tendo feito escavar trincheiras desde o portão do Forte até o farol, minando-se o terreno.
Tendo sido estabelecido que o movimento se iniciaria a uma hora da madrugada do dia 5, auma e vinte o tenente Antônio de Siqueira Campos disparou um dos canhões, sinal combinado. A guarnição aguardou em silêncio a resposta de outras unidades, o que não aconteceu. O Governo, informado do movimento, antecipara-se e fizera trocar os principais comandos militares da capital. Siqueira Campos, então, disparou contra o Quartel-General do Exército (no Campo de Santana, atual Palácio Duque deCaxias), o da Marinha (na Praça Barão de Ladário), o Depósito Naval e o Forte do Leme, matando quatro pessoas neste último. Outros autores afirmam que foram disparados tiros, ainda, contra a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói, e contra o Forte de São João, no bairro da Urca.
Durante todo o dia 5, o Forte de Copacabana sofreu intenso bombardeio pela artilharia da Fortaleza de Santa Cruz.Na madrugada do dia 6, o Ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, telegrafou ao Forte, exigindo a rendição dos rebeldes. O capitão Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos permitiram, então, a saída de todos aqueles que não quisessem combater. Dos 301 homens da guarnição, saíram 272. Enquanto isso, os encouraçados São Paulo e Minas Gerais, e um destroier posicionaram-se ao largo da ilha deCotunduba, passando a bombardear o Forte. O Ministro Calógeras telegrafou uma vez mais, passando Governo e rebeldes a parlamentar. Como consequência, o Capitão Euclides Hermes saiu ao encontro do Ministro no Palácio do Catete, onde recebeu voz de prisão. Encerrara-se o diálogo com um ultimato do Governo: ou os rebeldes se renderiam ou seriam massacrados.
Sob o bombardeio naval, o tenente Siqueira...
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