A CIÊNCIA DA CULTURA. Edward Burnett Tylor. Celso Castro (org.). Jorge Zahar. Rio de Janeiro. 2005.

Páginas: 9 (2067 palavras) Publicado: 23 de outubro de 2013
A CIÊNCIA DA CULTURA. Edward Burnett Tylor. Celso Castro (org.). Jorge Zahar. Rio de Janeiro. 2005.
Objetivos do texto: deixar claro a importância da antropologia enquanto ciência investigativa e suas conquistas e avanços para a sociedade, valorizando e não segregando o homem enquanto sujeito pensante e crítico.


Cultura ou Civilização, tomada em seu mais amplo sentido etnográfico, éaquele todo complexo que inclui conhecimento, crença, arte, moral, lei, costume e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem na condição de membro da sociedade.
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A investigação desses dois grandes princípios em vários departamentos da etnografia, com atenção especial à civilização das tribos inferiores como relacionada com a civilização das nações mais elevadas, está dedicadoeste livro.
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Nossos modernos investigadores das ciências da natureza inorgânica são os primeiros a reconhecer, tanto dentro quanto fora de seus campos especializados de trabalho, a unidade da natureza, a fixidez de suas leis, a seqüência definida de causa e efeito ao longo da qual todo fato depende do que se passou antes dele e atua sobre o que vem depois.
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Como um todo, o mundo estámal preparado para aceitar o estudo da vida humana como um ramo da ciência natural e para, num sentido amplo, seguir a exigência do poeta de "considerar a moral como as coisas naturais".
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Para muitas mentes educadas, parece haver algo insolente e repulsivo na idéia de que a história da humanidade seja uma parte essencial da história da natureza; de que nossos pensamentos, desejos e açõesfuncionem de acordo com leis tão definidas quantas aquelas que governam o movimento das ondas, a combinação de ácidos e alcalinos e o crescimento de plantas e animais.
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Existem muitos que voluntariamente aceitariam uma ciência da história se essa fosse apresentada com substancial definição de princípio e evidência, mas que, não sem razão, rejeitam os sistemas oferecidos a eles porconsiderá-los muito distantes de um padrão científico.
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A noção popular do livre-arbítrio do homem envolve não apenas a liberdade de agir de acordo com motivações, mas também um poder de se afastar da continuidade e de agir sem causa -uma combinação que pode ser grosseiramente ilustrada pela alegoria de uma balança que, às vezes, age de sua maneira habitual, mas que também possui a faculdade de mudarpor si mesma, independentemente dos pesos ou contra eles.
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Ninguém negará que causas definidas e naturais de fato determinam, em grande medida, a ação humana e isso o homem sabe, pela evidência de sua própria consciência. Então, deixando de lado considerações de interferência extranatural e espontaneidade não causai, tomemos essa admitida existência de causa e efeito naturais como nossoterreno firme, e andemos sobre ele enquanto nos der apoio.
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Assim, em todos os tempos, os historiadores, na medida em que pretenderam ser mais que meros cronistas, fizeram o melhor possível para mostrar não meramente a sucessão, mas sim a conexão entre os eventos que registravam.
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O fato de que, apesar de tudo, os esforços de tantos pensadores eminentes tenham trazido a história somenteaté o limiar da ciência não precisa causar espanto aos que consideram a desconcertante complexidade dos problemas que se apresentam diante do historiador geral.
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A evidência da qual ele tem que retirar suas conclusões é, ao mesmo tempo, tão multivariada e tão duvidosa, que dificilmente se obtém uma visão completa e distinta de seu peso sobre uma questão particular; assim, torna-sesimplesmente irresistível a tentação de deturpar a evidência para fazê-la apoiar alguma improvisada teoria do curso dos eventos.
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A filosofia da história como um todo, explicando o passado e predizendo os futuros fenômenos da vida do homem com referência a leis gerais, é, de fato, no atual estado de conhecimento, um tema com o qual mesmo gênios respaldados por ampla pesquisa, parecem apenas...
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