A ciência é inumana? Ensaio sobre a livre necessidade

Páginas: 6 (1361 palavras) Publicado: 5 de agosto de 2013
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ATLAN, Henri, A ciência é inumana? Ensaio sobre a livre necessidade; tradução de Edgard de Assis Carvalho, São Paulo: Cortez, 2004.
APRESENTAÇÃO DO AUTOR E DISCUSSÃO DA OBRA
Henri Atlan, nasceu em 1931, na Argélia, é médico e biólogo, professor em Paris e em Jerusalém, é autor de numerosos trabalhos no domínio da biologia celular, biofísica e inteligênciaartificial. Diretor de estudos em filosofia da biologia na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, criador de um centro de estudos em biologia humana em Jerusalém. É membro do Comité Consultivo Nacional da Ética para as Ciências Biológicas e Médicas.
No primeiro capítulo Atlan discorre sobre o ser humano e a sua livre escolha, o livre-arbítrio em conduzir a descoberta científica, descobrindo ainumanidade, sobretudo quando se passa muito tempo pesquisando as causas dos fenômenos e das determinações. Quando se fala em inumanidade busca desmistificar as diversas paixões alienantes bem como as ilusões humanas, como também as ilusões que as ciências fomentam nos pesquisadores.
E no segundo capítulo Atlan aborda a livre necessidade e a liberdade. Aborda o mundo sem consciência e o mundoconsciente, onde os seres vivos diferenciam dos seres não vivos. Discute a questão da estrutura da causalidade, onde a estrutura dos organismos tem a capacidade de adaptar-se às diversas mudanças do meio ambiente em que estão inseridos, constituindo assim provas da existência das forças vitais. Nesse sentido busca a complexidade atual da especificidade do ser vivo em sua organização. Deixa claro que avida é um conjunto de fenômenos que é capaz de utilizar-se da morte. “A vida é uma experiência indiscutível, mas apenas uma experiência”. A liberdade é uma possibilidade que o homem tem de atribuir a sim próprio o seu fim, a sua morte.
Nesse sentido, as pessoas que acumulam experiências vivenciarão o dilema até seus extremos, até as últimas consequências. Vivem em si a experiência cognitiva etambém a experiência afetiva. É fundamental a livre vontade, sou livre. A espontaneidade de nossos desejos e a mais justa liberdade.
O livre-arbítrio reduz cada vez mais o domínio da liberdade. É possível construir uma experiência dentro de uma filosofia que sejam felizes como também moral.
O determinismo aponta em sua filosofia que o livre-arbítrio é uma ilusão ligada as nossas vontades e buscaruma ética da responsabilidade e da liberdade. O livre-arbítrio é uma ilusão intima da nossa ignorância, podemos pensar e reencontrar outro modo de pensar a liberdade que seja de acordo com os avanços das ciências humanas e da biologia.
No terceiro capítulo o autor discute o determinismo e a livre necessidade, dizem sobre a vocação especifica que a espécie humana tem em buscar vada vez mais aperfeição. Tendo a liberdade como algo radicalmente diferente do livre-arbítrio, onde o exercício da razão não pode ser desencarnado e que também precisa de um corpo das paixões.
A revolução a ser empreendida é muito mais ampla e parte de uma infinitude do determinismo, de um mundo inteiramente determinado a uma livre necessidade, a necessidade verdadeira de extensão e pensamento. A liberdadetotal apresenta a chegada de um caminho, na medida em que tem acesso ao conhecimento das coisas e de si mesmo. O simples fato de iniciarmos uma pesquisa de causa, ou de razões ou de leis naturais, admitimos a existência de causas e razões, as leis naturais, funda a possibilidade de nossa liberdade ser projetada em um conhecimento infinito das coisas, dos outros e de si.
A experiência da livrenecessidade supõe que tenho a experiência de ser sujeito do que sou e do que faço. O conhecimento é uma realidade intemporal, o conhecimento infinito do determinismo não se fecha a liberdade, mais constitui seu fundamento.
Conhecer os determinismos que nos governam permite colocar em prática uma liberdade maior, um esforço intelectual, concebe uma liberdade identificada com a livre necessidade....
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