A charge I Produ o Textual 2015

1735 palavras 7 páginas
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE – FURG
INSTITUTO DE LETRAS E ARTES

DISCIPLINA: PRODUÇÃO TEXTUAL
PROF.ª DR.ª MARIA CRISTINA FREITAS BRISOLARA
TURMA A – BACHARELADO EM HISTÓRIA

A CHARGE I

A charge constitui um gênero textual interessante, que combina a linguagem verbal e a não verbal, e pode indicar opiniões e juízos de valores por parte de quem enuncia (o chargista). Geralmente apresenta um discurso humorístico e está presente em revistas e principalmente jornais. Trata-se de desenhos elaborados por profissionais que captam, de maneira perspicaz, as diversas situações do cotidiano, transpondo para o desenho algum tipo de crítica, geralmente permeada por fina ironia.
A charge não se resume a uma imagem, tampouco é apenas uma piada gráfica. Não é por acaso que charges são normalmente publicadas em meio a artigos de opinião e cartas de leitores. Charges são objetos de análise.
Ao analisarmos uma charge, podemos perceber que nela estão inscritas diversas informações construídas a partir de um interessante processo intertextual que obriga o interlocutor a fazer inferências e a construir analogias, elementos sem os quais a compreensão textual ficaria comprometida.
Uma charge não é apenas um texto engraçado e inocente. Basta uma leitura mais cuidadosa para perceber-se que se trata de um gênero textual riquíssimo, que critica personalidades, política, sociedade, entre outros temas relevantes. Seu principal objetivo é estabelecer uma opinião crítica e, através dos elementos visuais e verbais, persuadir o leitor, influenciando-o ideologicamente.
Existe uma diferença entre charge e cartum. A diferença básica é que a charge sempre trata de assuntos atuais, de modo que se pode dizer que seu conteúdo efêmero tem período de validade e, muitas vezes, não tem alcance universal, apenas regional. A charge satiriza situações específicas, situadas no tempo e no espaço, razão pela qual se

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