A banalidade do mal

Páginas: 5 (1236 palavras) Publicado: 15 de maio de 2014
Ensaio crítico sobre a banalidade do mal
Joimar rodrigues de jesus – ISTA - 2014

O termo “a banalidade do mal” foi abordado por Hannah Arendt em seu livro Eichmann em Jerusalém, publicado em 1963. Tendo como inspiração o julgamento de Adolf Eichmann em 1961 o qual Arendt acompanhou na cidade de Jerusalém como correspondente do Jornal The New Yorker. Sabemos que foi uma obra causadora degrandes polemicas, principalmente entre a própria comunidade judaica, devido às abordagens feitas por ela (Arendt).
Neste livro, Hannah Arendt trabalha o termo banalidade do mal, levantando um debate em volta da condição humana, sobre a personalidade do acusado e dos responsáveis pelo Holocausto. Desta forma, o meu objetivo nesse ensaio critico é Fazer uma abordagem sobre este tema, destacando o seuconceito original defendido por Hannah Arendt e estabelecer uma relação entre a banalidade do mal e Eichmann, principal responsável por essa releitura feita pela autora sobre um tema tão problemático para a filosofia que é o mal. Terei como principal referência: ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém. Um relato sobre a banalidade do mal. Companhia das letras; São Paulo, 2013.
 
Adolf Eichmann(1906/1962) foi um oficial da Alemanha Nazista e membro da SS (Schutzstaffel), responsável direto pela logística de transporte dos judeus, comandante da solução final, que ocasionou com o extermínio de milhões de pessoas durante o holocausto.
Era ele que organizava a identificação e o transporte de pessoas para diferentes campos de concentração, sendo conhecido constantemente como o “ExecutorChefe” do Terceiro Reich. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Eichmann acabou fugindo da Alemanha e veio refugiar-se em 1950 na Argentina, onde, no dia 11 de maio de 1960 foi capturado por agentes secretos israelitas e levado para Israel, onde foi julgado em 1961 e condenado a morte por enforcamento em junho de 1962. 
Hannah Arendt diz que o “mal banal” tem sua origem na incapacidade de pensar doindividuo, que Adolf Eichmann não era uma pessoa tão monstruosa como se pensava, mas sim, um homem banal, de atos banais, que não pensava por si. Simplesmente fazia o que os outros mandavam. Segundo ela, a maior parte dos indivíduos passaram a fazer o mal pela incapacidade de negar, contrariar ou desobedecer ao Estado. Eram pessoas humanas, incapazes de questionar, para manter um status social. 
Aexpressão “banalidade do mal”, criada por Hannah Arendt, não se refere somente ao mal praticado com os judeus da Europa continental, alvos da política nazista de eliminação maciça. Mas ela sintetizou a tese defensiva de Eichmann, que falava basicamente de que apenas era um executor de ordens e que a “Solução Final” naquele contexto não poderia ser considerada uma violência, até porque era executadanas câmaras de gás, eliminando o sofrimento por mortes que poderia ser muito mais violenta. 
“Eichmann insistiu muitas vezes na “atitude pessoal diferente” diante da morte “quando se viam mortos por toda parte”, e quando todo mundo olhava a própria morte com indiferença.(...) Nessa atmosfera de morte violenta era especialmente eficiente o fato de a Solução Final em seus últimos estágios, não serefetuada por fuzilamento, portanto por meio de violência, mas nos pavilhões de gás.” (ARENDT, 2013, p. 122) 

    Em sua obra, Arendt descobriu que Eichmann era “terrível e assustadoramente normal” (ARENDT,2013, p. 299),  pertencente a uma nova espécie de criminosos, que comete seus crimes em circunstâncias que acabam praticamente impossível para ele saber ou sentir que está agindo de modoerrado. Mesmo desprovidos de sadismo ou perversão, eram capazes de cometer terríveis atrocidades. O que Hannah Arendt acaba descobrindo é que Eichmann pertencia ao senso comum, tal a sua superficialidade e mediocridade, ainda que ele tenha organizado a deportação de milhões de judeus para os campos de concentração e extermínio, aceitando esse trabalho como qualquer outro, sobre juramento de lealdade...
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