Vivemos tempos assustadores precisamos de conceitos assustadores P BLICO

3662 palavras 15 páginas
ENTREVISTA

“Vivemos tempos assustadores, precisamos de conceitos assustadores” VANESSA RATO 22/12/2014 ­ 06:10

Charles Esche, director do conhecido Van Abbemuseum, acha que o império da arte pela arte acabou. É preciso uma arte útil, diz ele, uma arte que possa liderar o processo de reconstrução do Estado, hoje em ruína.

Charles Esche foi este ano um dos comissários da Bienal de São Paulo MIGUEL MANSO

Na conferência que na semana passada deu na Fundação Calouste
Gulbenkian, Charles Esche comparou o descalabro do conceito de Estado na
Europa a uma cidade após um terramoto de grande escala: num edifício tudo parece intocado e a funcionar, o prédio ao lado, porém, foi­se – abrimos a porta e percebemos que a fachada guarda apenas uma ruína, um buraco cheio de escombros.
Isto já aconteceu, constatamo­lo todos os dias, a cada passo. Agora resta reinventar. E Esche acha que os museus e teatros podem tomar as rédeas desse processo. Os tempos da arte pela arte acabaram – é preciso uma “arte útil”, diz ele. Um demagogo? O que ele diz é: “Eu sei que pareço um marxista enfurecido, mas não sou, sou apenas realista.”

Há dez anos à frente do conhecido Van Abbemuseum, de Eindhoven, na
Holanda, e um dos responsáveis pela Afterall Publishing, que fundou em
1998 com o artista plástico Mark Lewis, Esche
(http://new.livestream.com/fcglive/20141216lugares/videos/71357280) foi este ano um dos comissários da Bienal de São Paulo
(http://www.publico.pt/n1668691), depois de ter feito a de Gwangju (2002) e a de Istambul (2005). Fundador, em 2010, da Internationale, uma confederação de museus europeus, foi apontado pelo Center for Curatorial
Studies do Bard College como o bolseiro de 2014 do Audrey Irmas Award for
Curatorial Excellence, antes atribuído, por exemplo, a Harald Szeemann,
Catherine David, Okwui Enwezor ou Lucy Lippard.
A grande afirmação da sua conferência foi que instituições de caracter artístico como museus e teatros podem e devem assumir­se como os grandes agentes da

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