VIABILIDADE DO SÊMEN APÓS UMA DÉCADA DE CONGELAMENTO: um estudo da criopreservação em pacientes com câncer

1710 palavras 7 páginas
INTRODUÇÃO

Segundo a Organização Mundial de Saúde [s.d.], a infertilidade atinge de 14 a 16% dos casais no mundo e no Brasil. Cerca de 278 mil casais possuem dificuldades para gerar um filho (BRASIL, 2010).
A infertilidade conjugal é o objeto de preocupação de médicos e casais pela sua freqüência e pela tendência de seu aumento. Pode estar relacionado a fatores ambientais, doenças e alterações genéticas entre homens e mulheres (SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA, 2010).
Uma possibilidade interessante para se contornar as repercussões indesejáveis da infertilidade é a criopreservação espermática. Em 1953 houve o primeiro relato de uma gravidez com esperma congelado. Durante os últimos 30 anos varias melhorias na conservação do sêmen tem ocorrido. Esses avanços tornam essa técnica de extrema importância para pacientes em tratamento oncológico, devido à grande incidência de azoospermia pós tratamento. A técnica evita a necessidade de cirurgia adicional e a interrupção da progênie. O armazenamento em nitrogênio líquido tornou-se padrão e os crioprotetores fundamentais para otimização da pressão osmótica e pH; como fonte de energia para evitar o uso indesejável do fosfolipídio intracelular; para evitar a contaminação bacteriana através da inclusão de um antibiótico e compensar os efeitos deletérios produzidos pela alta diluição. Para manter uma temperatura precisa e uniforme em toda a câmara é essencial o bom funcionamento do congelador. Tudo isso associado tem garantido congruência na sobrevivência de espermatozóides suficientes para realização da fertilização pós- descongelamento (ANGER et al.(2003).
Muitos pacientes com câncer possuem uma qualidade seminal já reduzida e mesmo não sendo totalmente esclarecidas, algumas explicações para esse fato são: fibrose dos túbulos seminíferos; presença de anticorpos antiespermatózoides; aumento dos níveis de gonadotrofina coriônica humana-β e α-feto proteína; repercussões endocrinológicas; grau de malignidade; efeito

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