União Europeia: Transformações, Crise e Desafios da Integração Regional.

Páginas: 5 (1184 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
BARBOSA, Jorge Luiz. União Europeia: Transformações, crises e desafios da integração regional. In: Globalização e Fragmentação no mundo contemporâneo. Rogério Haesbaert (ORG). Editora da UFF. 2° Edição. Niterói. 2013. P.87-112.


União Europeia: Transformações, Crise e Desafios da Integração Regional.


O Tratado de Maastricht é um dos mais importantes processos de integração política,econômica e diplomático entre os países europeus após a Segunda Guerra Mundial. Esse Tratado é um movimento de reordenamento no território europeu, onde as diferentes fronteiras deviam ser abolidas por meio de livre circulação de capitais, bens, serviços e cidadãos.
Com o final da Segunda Guerra Mundial, o tema da unificação europeia é retomado em termos políticos e institucionais mais complexos. Oquadro de devastação deixado pela disputa militar intraimperialista obrigava as lideranças políticas e institucionais a buscarem alternativas concretas de acordos de paz e de recuperação socioeconômica que ultrapassem as fronteiras nacionais.
Barbosa destaca duas vertentes da unificação que ganharam um destaque. A primeira delas é a dos atlantistas, reunindo os britânicos, o Vaticano e asclasses dirigentes, mas conservadoras que argumentavam a favor da preservação da autonomia dos Estados europeus com aliança os Estados Unidos, conformando a “Comunidade do Atlântico Norte”. A segunda vertente, representada pelos europeístas, proclamava a imperiosa necessidade de uma unidade supranacional, configuram dois agrupamentos diferentes: os federalistas que defendiam a unificação imediata, e osfuncionalistas que defendia o processo gradual e setorial de integração, sobretudo nos campos econômico e diplomático.
O Benelux criado em 1944, foi o primeiro tratado entre os pioneiros da unificação gradual/setorial, surgindo no calor da guerra com o esforço para a recuperação econômica comum a privilegiar o mercado nacional de bens, serviços e capitais complementares às economias da Bélgica,Holanda e Luxemburgo.
Com o avanço da bipolarização da ordem mundial e a perda progressiva das colônias da África e na Ásia, em fase dos movimentos de liberdade nacional, colocavam os países europeus em uma encruzilhada geopolítica, obrigando-os a supera as velhas rivalidades nacionais como condição decisiva para superação da crise da hegemonia europeia. A gestão de recursos oriundos do PlanoMarshall obrigou a criação de uma forma de ação cooperativa por parte dos Estados europeus beneficiados.
Em 1948 os Estados Unidos fundou a Organização Europeia para Cooperação Econômica (OECE). Na década de 50 OECE criou-se a União Europeia de Pagamentos com o objetivo de suprir barreiras protecionistas e superar a falta de liquidez das economias aderentes ao Plano Marshall.
A partir da década de50, marcaram as primeiras formas de cooperação supranacional com seis países europeus: França, Itália, Alemanha Ocidental, Bélgica, Holanda e Luxemburgo surge a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) criada através do Tratado de Paris. O objetivo da CECA era a integração das indústrias do carvão e do aço desses países. Esta comunidade tornou-se importante cenário para a cooperação eintegração econômica para o desenvolvimento de estados supranacionais.
Em 1957 surge o Mercado Comum Europeu (MCE) com o Tratado de Roma que buscava ampliar o acordo estabelecido na CECA, rumando na direção do estabelecimento das quatro liberdades: a livre circulação de bens, serviços, capitais e trabalhadores, ações de nítido reordenamento de territórios nacionais em favor da superação de rigidezrestrições das relações econômicas. As medidas estabelecidas visavam reduzir as restrições alfandegárias e administrativas.
No complexo do movimento de unificação europeia, também entra em cena a política britânica. Após a recusa de participação na CECA, devido aos seus interesses políticos e econômicos de revitalização da Commnwealth (Comunidade Britânica de Nações), os britânicos respondem as...
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