Uma avaliação do setor financeiro no Brasil da reforma de 1964-65

Páginas: 8 (1895 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2014
Texto: Zini Álvaro Junior – Uma avaliação do setor financeiro no Brasil.


DIAGNOSTICO OFICIAL DAS INSUFICIÊNCIAS DO MERCADO FINANCEIRO:

As análises referentes ao governo de Castelo Branco se dão fundamentalmente pela inflação, não se preocupando com as instituições existentes. As reformas efetuadas foram a criação do Sistema Financeiro de Habitação, dos bancos e de investimento além dacorreção monetária nos títulos públicos.
A inflação era diagnosticada como de demanda, causada principalmente por: exagero na expansão de crédito para cobrir déficits do Tesouro, desestímulo no investimento social, a burla da lei da usura, instabilidade e desordem salarial, descompasso cambial e da imprevisibilidade financeira. Além disso, quanto mais a inflação adicionava distorções, maisnegativo ficava o saldo de Formação Bruta de Capital Fixo.
Castelo Branco atribuía o Déficit Público ao populismo dos governos anteriores e da falta de uma política monetária firme. Sendo assim necessário, criar uma Autoridade Monetária independente do Poder Executivo.
A solução para a falta de investimentos em moradias, foi a criação do Sistema Financeiro da Habitação, com um banco estatal e outrasentidades de crédito privada.
Para se evitar a corrosão dos contratos firmadas, foi-se criada a Correção Monetária a posteriori (pós-fixada).






AS REFORMAS INSTITUCIONAIS DO SISTEMA FINANCEIRO E SEUS OBJETIVOS:

Os objetivos da Reforma Financeira para as autoridades eram de:
1- Regularização do mercado monetário, afim de conceder autonomia às Autoridades Monetárias para evitar quehajam futuros descompassos na inflação por conta do descontrole monetário.
2- Regulamentação do mercado financeiro para provir às atividades produtivas fluxos financeiros estáveis e taxas de juros compatíveis com o combate à inflação.
3- Aperfeiçoamento do mercado de capitais privados, afim de proporcionar a elevação da formação de capital do país.

O Sistema Financeiro deveria, segundo oPlano Decenal, de agir com taxas de juros positivas, ou seja alta.
De acordo com o Plano, a alta taxa de juros (pq estava contida a correção monetário) [raciocínio neoclássico] iria atrair um grande volume de poupanças e quanto maior fosse esse montante, maior seria o montante recebido pelos juros, e esse ficaria cada vez mais tentado a poupar para receber mais, gerando assim um “efeito-renda”. Alémdisso as altas taxas destruiriam o uso menos produtivo do capital, com o tempo e com a estabilidade monetária a taxa iria voltar ao nível normal.

A REFORMA BANCÁRIA:
A Lei da Reforma Bancária (1964) possibilitou a transformação da SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito) na criação do Banco Central. A criação dessa lei foi o amadurecimento de ideias já propostas no Congresso Nacional(1947).
Essa lei não apresentou mudanças substanciais na estrutura, mas impossibilitava ações populistas de efeito monetário. Não era mais possível emitir crédito para financiar o déficit do Tesouro, não gerando assim inflação.
Outro instrumento foi que o Banco Central e o Banco do Brasil deveriam seguir a programação o Orçamento Monetário da República.

A REFORMA DO MERCADO DE CAPITAIS:
Com aimposição da lei, desarticulou-se o mercado paralelo (doleiros), pois as emissões de haveres financeiros só poderiam ser feitas mediantes a instituições autorizadas a trabalhar no Sistema Financeiro nacional.
Em relação a estabilização dos fluxos financeiros, os autores da lei esperavam que através da correção monetária voltassem a recuperar depósitos a prazo e estimulassem a emissão dedebêntures (título de dívida das empresas), favorecendo o setor produtivo.
Outro grande objetivo era a evolução do mercado de capitais que garantiriam a abertura de capital para as empresas (objetivo do PAEG) e também um mercado privado de fundos de longo prazo.
O crédito imobiliário foi o qual obteve maiores especificações devido as grandes tensões sociais referentes a esse campo, não deixando assim...
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