UM TOQUE DE CLASSICOS MAX,WEBER E DURCKEIM

Páginas: 15 (3523 palavras) Publicado: 22 de maio de 2014
Durkheim

Durkheim no texto de inauguração das ciências sociais faz um convite aos alunos para o desenvolvimento desta ciência, ainda em estágio inicial, que ocorreria somente na medida em que aqueles que a ensinam, dado seu estágio, tratassem os ali presentes como colaboradores e os auxiliassem no desenvolvimento da pesquisa, não tornando-a fechada a um pequeno círculo.
No texto traz quaissão as diretrizes da nova ciência. Para seu desenvolvimento e convencimento dos demais compreende não ser suficiente a apresentação de abstrações, mas de estudos aplicados e sua verificabilidade. Também uma das formas de explicar a sociologia é através da comparação e/ou diferenciação de outras disciplinas. A filosofia, por exemplo, detêm-se no que deveria ser, como a sociedade, que seria obra dodesejo da humanidade que achou por bem viver desta maneira. Durkheim critica esta percepção e faz analogia a um sistema ou organismo, que não é colocada a questão da “escolha”, mas como natureza imanente deste a existência nas condições em que se encontra.
p. 41
“Não haveria nada na natureza do homem que o predestinasse necessariamente à vida coletiva; ele próprio a teria inventado e instituído.“
Neste sentido difere a política, que diz o que deve ser, da ciência, “ que diz aquilo que é”.
Utiliza a economia, ou melhor, a receita econômica sobre natureza das coisas para descrever o objetivo da ciência como forma de descrever e compreender a “natureza das coisas”, com a diferença de que a economia parte de uma abstração daquilo que compreende por natural, numa premissa irreal, enquantoà sociologia caberia a observação de qual é “a ordem especial de fenômenos naturais, submetidos à leis regulares...”. Discordando dos historiadores de que os eventos são acidentais, busca uma lógica ou leis que podem ser generalizadas.
Tais leis devem ser compreendidas ou explicitadas através da indução, forma própria do estudo social. Indução é a observação de casos e acompanhamento destespara ver se há repetição e norma no acontecimento. Difere do processo dedutivo, próprio da filosofia, em que se coloca uma hipótese.
Mesmo reconhecendo haver diferenças entre culturas ou sociedades, utilizando o exemplo do homem culto e do homem selvagem, há alguma coerência comportamental entre ambos que os ligam às mesmas leis gerais. Um bom exemplo pode ser o do tabu do incesto, tal qual descritopor Levi-Strauss, que tende a diferir fenomenicamente em cada sociedade, mas tende a se repetir em todas. “Por mais diferentes que possamos ser uns dos outros, os fenômenos produzidos pelas ações e reações que se estabelecem entre os indivíduos semelhantes, colocados em meios análogos, devem necessariamente se assemelhar de alguma forma e se prestar a úteis comparações (p. 43-44)”.
Voltando aoseconomistas, nota que não se pode instituir leis ou valores pela vontade, mas que surgem de leis sociais. No entanto a noção de naturalidade não pode ser um limitador da análise e tampouco que a unidade de estudo se restringe ao indivíduo, único elemento real. Sugere a substituição da palavra natural por racional. Mais, que a reclusão da análise ao indivíduo empobrece a ciência e, também, querepete, de certa forma, os problemas da metafísica em outros termos, pois ignora de onde surgem os valores destes indivíduos. Não passa a economia, neste sentido, de especulação abstrata e dedutiva, despreendida da realidade.
“A economia política perdeu[...] todos os benefícios de seu princípio. Permaneceu uma ciência abstrata e dedutiva, ocupada não em observar a realidade, mas em construir umideal mais ou menos desejável; pois esse homem em geral, esse egoísta sistemático de que ela nos fala é um mero ser de razão. O homem real, que conhecemos e que somos, apresenta outro tipo de complexidade: pertence a um tempo e a um país, tem uma família, uma cidade, uma pátria, um credo religioso e político, sendo que todos esses fatores e muitos outros ainda se misturam, se combinam de mil...
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