Tudo passa, nada é para sempre

Páginas: 5 (1233 palavras) Publicado: 30 de outubro de 2012
Introdução

No sistema social que vivemos admitir violência como um fenômeno de impacto e atuações não é uma escolha.

Vivenciamos diariamente este fenômeno num subsistema cíclico, onde vem e volta à eclosão demonstrativa dantesca da face mais tremenda desta violência.

Alcançar o entendimento, numa reflexão que atinja este ciclo e o apresente como daninho àvida em sociedade deve ser o grande objetivo. Daí a importância da análise deste fenômeno como existente, de alcance real, numa proporção muitas vezes descomunal.

O eixo que impulsiona este subsistema decorre das variáveis em sentido estrito, vida de vidas, ora, voltado ao luxo, ora, destinado a recuperar o luxo.
(M. D. SILVA enviado por JurisWay em 19/10/2009.-http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=3077)


A questão da violência será posta sempre que nos depararmos com situações-limites, ou, dito ainda, quando nos sentirmos diretamente atingidos ou por ela ameaçados.

Ela ganha status cinematográfico nos noticiários de TV e somos, queiramos ou não, por ela persuadidos (diria seduzidos): um misto de temor e curiosidade, à primeira vista inexplicável. O mesmoimpulso que prende nossa atenção diante do noticiário, de outro modo se manifesta quando ficamos perante a tela, seja do cinema ou da TV, respiração ofegante, assistindo ao mais terrível filme de terror. Dito de um modo mais simples, somos, por natureza, seres de violência.

Acidentes, assassinatos, terremotos, enchentes, tsunamis. A violência, que salta aos nossos olhos, se alastra por todo oPlaneta de modo que, na maioria das vezes, nos sentimos impotentes diante dela e de sua força avassaladora. Não faltam, por isso mesmo, interpretações apocalíptico-milenaristas dando-lhe, muitas vezes, um viés religioso quando, sabemos nós, ela é humana, demasiadamente humana.

A ideia de criar, ou forçar, uma relação direta entre Violência (com maiúscula) e Deus, como se aquela fosse fruto daira deste, é veterotestamentária e, por isso mesmo, superada, de maneira que não encontra respaldo nos Evangelhos, onde Deus aparece como puro amor, quando seu próprio Filho nos diz que, “ninguém tem amor (agaphn) maior do que aquele que dá a vida por seus amigos (Jo 15,13). Essa renúncia de Deus à violência já havia se dado bem antes, ao dissuadir Abraão de oferecer o seu filho Isaac em holocausto,prática bastante comum nas sociedades arcaicas. Assim, de Deus não vem a violência: nem como vingança ou castigo, nem também como aviso de que se está chegando ao fim de uma era.

A nossa cultura está assentada sobre a violência. Neste ponto concordam antropólogos, sociólogos e demais estudiosos das Ciências Humanas. Freud estudou largamente o assunto em Totem e tabu, mas foi René Girard em Aviolência e o sagrado que aprofundou o tema à exaustão.

Toda a História, do princípio ao fim – muito embora o Fim da História ainda não tenha chegado –, é uma longa crônica de crimes, assassinatos e todas as formas de violência. Não há, por assim dizer, um período em que a Humanidade tenha gozado de uma paz plena e duradoura. O que acontece, muitas vezes, é que o crime comum – do homem contra ohomem – nos passa despercebida, não encontrando destaque na crônica jornalística ou histórica. Se fizermos uma leitura atenta do livro de Gêneses, veremos que a primeira cidade, ou civilização, foi fundada por ninguém menos que Caim (Gn 4, 17), assassino confesso do seu irmão Abel. Ouve-se, não raramente, líderes religiosos associarem essa escalada da violência (irmão que mata irmão, filha queassassina pai, pais que assassinam filhos) ao Fim dos Tempos. Para não ser demasiado cruel em meu julgamento, acredito que esses supostos expertos nas Sagradas Escrituras são, antes de tudo, completamente ignorantes no assunto. Ou não lêem os acontecimentos históricos, ou fazem uma leitura apocalíptica para chamar à religião as almas incautas, à custa do medo e do terror religioso. Esquecem-se de...
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