Trocando as lentes

Páginas: 6 (1372 palavras) Publicado: 6 de dezembro de 2013
Capítulo 5
Em um processo, o crime torna-se mais importante que qualquer outra coisa inclusive a vida, com a influência de políticos e principalmente da mídia, o que faz com que a vida da vítima e do agressor sejam esquecidos. Com isso, tem se buscado soluções alternativas que não sejam a prisão, cada vez mais aumenta o número de pessoas com a vida nas mãos do Estado, seja na prisão, seja poressas medidas alternativas.
Tudo gira ao redor da culpa, assumida a culpa o que vai acontecer ao final não tem tanta atenção. Existem diversos conceitos jurídicos para culpa, o livro os julga como: “confusos e contraditórios”. Para nossa justiça uma vez que a culpa é assumida esse ofensor deve ser castigado, como se o crime causasse nesse referido ofensor uma dívida moral, tal justiça, foca emcastigar esse indivíduo e não no mal que foi causado. A dor e o sofrimento são usados para reabilitação e ressocialização desse individuo e coibir outras pessoas que tenham esse mesmo potencial para que não violem a lei. Com medo das punições, os indivíduos tendem a não assumirem suas culpas.
O objetivo de nosso processo penal é ter conhecimento se houve culpa e assim determinar as punições cabíveis.De acordo com o Direito Romano, o processo tem mais importância do que mesmo o seu resultado, nossa justiça tem a intenção de tratar com igualdade as pessoas, porém, não se preocupa em observar as circunstâncias em que cada crime foi cometido para que seus resultados sejam diferentes, não se importando com a igualdade de resultados.
Para nossa sociedade o significado de justiça é a aplicação dalei, o crime é a violação da lei. Pois bem, e a vítima? Quem é? Se o Direito Penal defende que o crime é uma violação contra o Estado, seria o Estado a vítima e não o individuo.
Capítulo 6
Todos os dias muitos conflitos ocorrem em nossa sociedade, porém os paradigmas só são aplicados em situações específicas, desses vários conflitos que acontecem pouquíssimos vão para a justiça, o que querdizer que o sistema judicial é umas das formas de solucionarmos mais lide, mais que não é tão usado quanto se pensa. Entre essa minoria que acabam recorrendo ao poder judicial grande maioria é de esfera civil, e no processo civil uma pessoa é adversária da outra e não do Estado como no processo penal, a diferença está também entre os objetivo, pois no processo civil o acordo é entre as partes e nãona perda da liberdade ou da vida. Entre os atos considerados criminosos muito poucos chegam a justiça também, como razão disso pode se considerar, classe social, etnia, raça da vítima e do ofensor.
Com o Renascimento a pena se tornou mais branda ao ofensor, pois foi com ele que surgiu o conceito de pena proporcional, o objetivo era que se a pena tivesse mais adequada ao crime cometido e não com avontade das autoridades, faria mais sentido. Outros epiciclos surgiram.
Capitulo 7
O Paradigma retributivo vem conosco há muitos anos, o ofensor pratica o crime o Estado tem o dever de puni-lo, tal modelo não é o único que conhecemos, alguns outros modelos de justiça predominaram durante anos e somente de uns anos pra cá é que esse tomou conta de nossa visão, porém isso não quer dizer quemelhoramos. Quando pensamos na justiça passada, pensamos em uma justiça privada, em uma justiça que só visava a vontade de quem tinha poder, hoje em dia o que encontramos é uma justiça pública, que tenta ser mais democrática, mais humana e menos punitiva. Mais não é tão simples assim a justiça privada não era tão punitiva assim, é bem mais complexo do que se pode imaginar a justiça pública, talvez sejaaté mais punitiva e severa do que a outra.
Em nossa história trouxemos uma extensa variedade de estruturas e costumes, e até hoje a prática da justiça depende da época e do lugar, tivemos uma justiça chamada de: justiça comunitária que em geral envolvia indenizações, existiam duas abordagens, as duas tinham em comum que eram deixadas por último como forma de recurso e de forçar uma negociação...
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