Tristes Trópicos

Páginas: 5 (1232 palavras) Publicado: 11 de setembro de 2013
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA
RAFAEL OURIQUES
DIOGO XAVIER
ALESSANDRO ANTONIO

Análise apresentada como requisito para a obtenção de nota parcial da disciplina Antropologia Cultural, pelo Curso de Licenciatura em História da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ministrada pelo professor Caesar Sobreira.

Antropologia CulturalLÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes Trópicos. 1. Ed. São Paulo. Companhia das Letras, 1996. p. 233 – 244.

As viagens de Lévi-Strauss ao Brasil “remoto” existente em meados da metade do século XX e expostos no livro que nos foi dado a leitura e análise, Tristes Trópicos, são, como relatado em suas páginas, fruto da escolha entre a solidão que reproduz a máquina de uma cultura herdada e a tristeza desse caoscaleidoscópio do mundo que se deixa entrever, do qual, como viajante que era o autor, prefere seguir a segunda condição: a de navegante solitário, fiel à própria narrativa e senhor de suas histórias. É, antes de tudo, como instruído logo no inicio do livro em pauta, um viajante que vê com os tristes olhos de quem sabe e percebe que o mundo começou sem o homem e terminará sem o mesmo, ou que todos osmitos, estilos e linguagens são construções de sentido sempre a beira do vazio, ainda indo um pouco além, acredito ser os tristes olhos de um antropólogo que observa nos “trópicos”, suas fontes de estudo, uma “perenidade rustica” com os dias contados ante a modernidade que já se avizinhava. O capitulo estudado e submetido a nossa analise critica pós-leitura é O Mundo Perdido, pertencente à sétimaparte do livro, nominado Nambiquara.
Em O Mundo Perdido, o autor inicia seus escritos elencando a preparação minuciosa necessária a sua empreitada ao centro brasileiro, o cerrado obscuro, desconhecido do próprio Brasil, uma fronteira que permanecia um mistério e parecia convidativa a desbravadores, sobretudo antropólogos sedentos pelo exótico. A viagem a esse insólito Brasil pressupõe aStrauss adquirir peças, ferramentas, lantejoulas, bugigangas e tudo o mais que venha despertar o interesse dos povos “selvagens”, em uma verdadeira reprise recauchutada de um arcaico escambo promovido em séculos passados pelos ancestrais europeus do antropólogo e os “dóceis” nativos. A necessidade desses artefatos a serem levados em sua viagem é fruto das experiências anteriores de Strauss a América dostrópicos, como a sua visita aos Bororo.
Lévi-Strauss sem dúvida sabia fazer adentrar e conviver na cultura alheia. Para isso se adaptava bem aos costumes locais e parecia conhecer melhor ainda os anseios mercantis dos povos indígenas que encontrava. Tudo isso facilitou muito a sua entrada em aldeias que o próprio Estado Brasileiro não alcançava, a não ser, como dito em trecho do livro, atravésde uma antiga linha telegráfica de interesse estratégico implantada em 1907, pelo então coronel Cândido Mariano da Silva Rondon. O coronel Rondon em seus relatos falava de um povo conhecido como Nambiquara, povos “primitivos” “descobertos” naquela região de Cuiabá e arredores. Strauss aparentemente vaia atrás desse povo na ânsia de ter mais uma pista sobre os ancestrais dos povos que migraram epovoaram a América em tempos remotos. A partir de então é destacada ainda as influências desses primeiros povos chegados ao continente americano, a possíveis rotas, etnias e semelhanças que indicavam uma ancestralidade mais antiga do que era o comumente imaginado, pois em diversas localidades foram encontrados artefatos comuns e pontos de cultura que se aproximavam. Assim acontece com os Incas,Astecas e com povos da América do Norte. A tribo Jê, que se localiza no centro-oeste brasileiro, é uma das que mais tem pontos em comum com tribos da América Central e do Norte, e entre seus artefatos existem peças típicas de tribos destas regiões. Essas influências culturais também se dão entre tribos da América do Norte e tribos asiáticas, mas assim como as primeiras, não se sabe ao certo...
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