tradição

Páginas: 8 (1875 palavras) Publicado: 5 de dezembro de 2013
MAYER; J. Arno:“A FORÇA DA TRADIÇÃO” a persistência do antigo regime (1848-1914)”. ed
Companhia das letras. Pág 13-25.
Segundo Arno J. Mayer a Primeira e a Segunda nada mais são do que apenas um unico conflito. A Guerra
dos Trinta anos.
Sendo uns dos principais motivos dessa guerra,a resistência que o antigo regime empreendeu
para perpetuar-se no pensamento coletivo europeu.
INTRODUÇÃO.(P.13) Este livro parte da premissa de que a Guerra Mundial de 1938-1945 estava umbilicalmente ligada
a Grande Guerra de 1914-1918, e que esses dois conflitos constituíram nada menos que a Guerra dos
Trinta Anos da crise geral do século XX.

(...)

(P.14) A segunda premissa é a de que a Grande Guerra de 1914, foi uma conseqüência da remobilização
contemporânea dos anciens regimes (antigoregime) da Europa. Embora perdendo terreno para as forças
do capitalismo industrial, as forças da antiga ordem ainda estavam suficientemente dispostas e poderosas
para resistir e retardar o curso da história, se necessário recorrendo à violência. A Grande Guerra foi antes
a expressão da decadência e queda da antiga ordem, lutando para prolongar sua vida, do explosivo
crescimento do capitalismoindustrial, resolvido a impor sua primazia.
A terceira e principal premissa deste livro é a de que a antiga ordem européia foi totalmente préindustrial e pré-burguesa. Durante muito tempo, os historiadores estiveram muito mais preocupados com
essas forças inovadoras e a formação da nova sociedade do que com as forças de inércia e resistência que
retardaram o declínio da antiga ordem.
Houve umatendência marcante a negligenciar, subestimar e desvalorizar a resistência de velhas
forças e idéias e o seu astucioso talento para assimilar, retardar, neutralizar e subjugar a modernização
capitalista, incluindo a industrialização.
Para obter uma perspectiva mais equilibrada, os historiadores terão de considerar o grande
drama da transformação progressiva, a implacável tragédia da permanênciahistórica e a interação
dialética entre ambas.
(P.15) Mas este livro se concentrará sobre a persistência da antiga ordem. O critério convencional ainda é
o de que a Europa irrompeu de seu ancien regime e aproximou-se ou cruzou o limiar da modernidade
muito antes de 1914.
Para reconstruir a matriz histórica de onde se originaram a crise geral e a Guerra dos Trinta Anos
do séc. XX, talvez sejanecessário reconsiderar esse retrato de um mundo moderno com domínio pleno
sobre uma antiga ordem recessiva e em esfacelamento. De qualquer forma, a tese deste livro é a de que os
elementos “pré-modernos” não eram os remanescentes frágeis e decadentes de um passado quase
desaparecido, mas a própria essência das sociedades civis e políticas situadas na Europa.
Significa sustentar que até 1914as forças de inércia e resistência contiveram e refrearam essa
nova sociedade dinâmica e expansiva no interior do antigo regime que dominavam o cenário histórico
europeu.

(P.16) Os velhos regimes da Europa eram sociedades civis e políticas com poderes, tradições, costumes e
convenções diferentes. Precisamente por constituírem sistemas sociais, econômicos e culturais coerentes e
integrais,dispunham de excepcional elasticidade. Mesmo na França, onde o antigo regime foi declarado
legalmente morto entre 1789 e 1793, ele continuou a ressurgir de forma violenta e a sobreviver sob várias
formas por mais de um século.
A sociedade civil da ordem antiga consistia, sobretudo, em uma economia camponesa e uma
sociedade rural dominadas por nobrezas hereditárias e privilegiadas. Por toda aEuropa, as nobrezas
fundiárias ocupavam o primeiro plano em termos econômicos, sociais, culturais e políticos.
A sociedade política era o sustentáculo dessa sociedade agrária de ordens. Em todas as partes,
ela assumiu a forma de sistemas absolutistas de autoridade com grau diversos de esclarecimento,
encabeçados por monarcas hereditários.
(P.17) A igreja era outro componente e pilar do...
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