Trabalho Final

Páginas: 16 (3937 palavras) Publicado: 6 de junho de 2015
I- Introdução:
A investigação histórica tem demonstrado que, nas duas últimas décadas do século XIX, o choque dos imperialismos britânico e português constituiu um episódio fundamental na história portuguesa. De fato, à medida que os governantes esboçaram novas estratégias de exploração e ocupação colonial, buscando alianças no quadro das relações internacionais, a coincidência parcial deobjetivos no âmbito dos despectivos projetos imperialistas para a África conduziu ao confronto declarado entre as duas potências aliadas. A contestação, em Portugal, da supremacia colonial inglesa, proveio de fortes resistências emanadas dos sectores das burguesias comercial e industrial, para quem a reserva dos mercados coloniais e a proteção pautal tinham se tornado indispensáveis.
A pressãoexercida pela frente africana e a fragilidade dos meios coloniais revelam-se claramente no facto de a moeda usada pelas autoridades administrativas portuguesas nos pagamentos internos ser de origem africana, «moeda de palha», e ter cotação relativamente à moeda metálica oficial, a macuta. Os libongos, tecidos-moeda de fibra de palmeira e de fabrico africano, constituíam um meio de pagamento em espécierenovável, que correu em Luanda até finais do século XVII e só em 1852 deixou de ser usado pela administração colonial para pagamento aos soldados.















1. Conceitos:
1.1- A sociedade colonial
As autoridades coloniais eram as primeiras a demonstrar incapacidade para executar a nova legislação, visto que a actividades económica se reduzia ao comércio e este, por sua vez, ao tráfico deescravos para a América.
Os grandes comerciantes exportadores, que punham em movimento, a partir da costa, o comércio de longa distância, eram apenas negreiros que não sabiam nem queriam lidar com outro tipo de «mercadoria». A exportação em grandes quantidades do marfim, da cera, da goma copal, da urzela não interessava aos traficantes nem aos seus concessionários, uns e outros habituados aosgrandes lucros, com pouco esforço, oferecidos pela escravatura. A inaptidão conduziu ao desespero das burguesias urbanas de Luanda e Benguela, que concentravam nas mãos a ligação ao comércio internacional. Famílias influentes emigraram para o Brasil e com elas os capitais que detinham. É certo que, com a conivência da administração, a exportação de escravos continuaria ainda, por cerca de dez anos. Masa expectativa da vigilância marítima internacional e as pressões por parte do Governo central faziam prever um fim a médio prazo.
1.2- Os colonos e os filhos dos países
Exaltados os ânimos populares e partidários em Portugal, em conseqüência do Ultimato caíram governos e foram proferidas declarações de profundo sentido patriótico, reafirmando as virtudes nacionais, entre elas o esforçocivilizador dos portugueses na África. Políticos, escritores e jornalistas exprimiram a indignação que abalou alguns setores da sociedade no ano de 1890, dando relevo à questão africana no quadro político-partidário nacional. A investigação histórica tem demonstrado que, nas duas últimas décadas do século XIX, o choque dos imperialismos britânico e português constituiu um episódio fundamental na históriaportuguesa. De fato, à medida que os governantes esboçaram novas estratégias de exploração e ocupação colonial, buscando alianças no quadro das relações internacionais, a coincidência parcial de objetivos no âmbito dos respectivos projetos imperialistas para a África conduziu ao confronto declarado entre as duas potências aliadas. A contestação, em Portugal, da supremacia colonial inglesa, proveiode fortes resistências emanadas dos setores das burguesias comercial e industrial, para quem a reserva dos mercados coloniais e a proteção pautal tinham se tornado indispensáveis. Assim como outras potências com pretensões coloniais, Portugal preparava-se param assegurar o seu domínio nos territórios africanos, muito particularmente em Angola. No quadro colonial, desde a defesa de interesses...
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