Trabalho final de comunicação comparada eco-ufrj

Páginas: 8 (1844 palavras) Publicado: 17 de novembro de 2011
ESCOLA DE COMUNICAÇÃO – UFRJ
CURSO DE RÁDIO E TV
DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO COMPARADA
PROFESSOR: MUHAMED
TRABALHO FINAL
ALUNO: LUIZ EDUARDO C. MONTEIRO
DRE:099111220

“Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há arvores: há idéias apenas.
Há só cada umde nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela...”
Poemas Inconjuntos (1913-1915), Alberto Caeiro

“Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,

Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade.
Mas, como arealidade pensada não é a dita mas a pensada,
Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.
Assim tudo o que existe, simplesmente existe.
O resto é uma espécie de sono que temos,
Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença”.
1/10/1917 , Alberto Caeiro

“(...) Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta comque me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras...”
XLVI , Alberto Caeiro

“Acima da verdade estão os deuses.
A nossa ciência é uma falhada cópia
Da certeza com que eles
Sabem que há o universo(...)”.
16/10/1914 Ricardo Reis

* O autor dos poemas acima é o poeta português Fernando Pessoa que utilizava os heterônimos citados para assumir diferentespersonalidades.

RESENHA DO TEXTO “NAVEGAÇÕES” DE ANIBAL FORD

Se por um lado, o desenvolvimento da escrita incrementou a nossa capacidade de ler o abstrato e nosso conhecimento formal e científico, por outro, inibiu a nossa capacidade de reconhecimento concreto, o conhecimento pessoal que faz com que por exemplo reconheçamos o rosto de uma pessoa.
Estudos realizados por Oliver Sacks (SeeingVoices, 1990) dos sistemas de comunicação dos surdos demonstram a existência de gramáticas espaciais e tridimensionais, faciais e temporais, que diferem da linguagem verbal e que foram identificadas no hemisfério esquerdo do cérebro, rompendo a topografia tradicional que situava o espacial e o facial no hemisfério direito, quer dizer, só num registro holístico, emocional, intuitivo.
A recuperaçãoe o desenvolvimento de formas narrativas e argumentativas de sistemas de comunicação não verbais tem uma importância especial numa cultura em que o “não-verbal”, o facial e o espacial, tem um lugar difícil nas mídias de massa e nas formas de interação e intercomunicação utilizados nos meios urbanos.
O Sign (a língua de sinais ou linguagem não verbal dos surdos) ainda conserva e enfatizaambas as facetas, a icônica e a abstrata, igualmente e em complementaridade, e assim, enquanto é capaz de alcançar as mais abstratas proposições, também pode, simultaneamente, evocar um fato concreto, um fato vívido, um fato real, aquilo que as linguagens faladas, se é que algum dia o chegaram a ter, abandonaram.

Podemos identificar em nossa sociedade a concepção do concreto como “primitivo”, oucomo algo que pode ser elevado através da escrita à abstração e à generalização. Isso estabelece uma duvidosa hierarquização: a do abstrato como superior ao concreto, e as origens desta concepção podem ser percebidas nos modelos cognitivos derivados do racionalismo iluminista e positivista e quando estendidas a outras discussões podem fazer surgir graves questões políticas como: as relações entreas culturas das classes populares e os projetos políticos; os erros das vanguardas “ilustradas” e, também, aos projetos de desenvolvimento através da educação.
Em suma, Sacks levanta em sua crítica dois tipos de relações ou conflitos que estão presentes na cultura atual. Um é o da linguagem frente às possíveis gramáticas não-verbais, e outro é o das estruturas cognitivas dos povos orais,...
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