Teorias da vinculação

Páginas: 8 (1751 palavras) Publicado: 22 de novembro de 2011
O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Psicologia do Desenvolvimento

A infância é o período que vai desde o nascimento até aproximadamente o décimoprimeiro ano de vida de uma pessoa. É um período de grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual crescimento da altura e do peso da criança - especialmente nos primeiros três anos de vida e durante a puberdade. Mais do que isto, é um período onde oser humano desenvolve-se psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa e na aquisição das bases de sua personalidade.

PRINCÍPIOS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

O desenvolvimento segue uma ordem previsível; Faz-se de uma forma lógica (simplescomplexo); O desenvolvimento é cumulativo; Cada criança tem um ritmo próprio; Toda a criança apresenta preferências ecaracterísticas individuais que se reflectem no seu comportamento; O desenvolvimento não é linear.

VINCULAÇÃO
ESTUDOS DE RENÉ SPITZ

ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO
Estádio Pré-Objectal ou Sem Objecto Estádio Precursor do Objecto Estádio do Objecto Libidinal propriamente dito

Estádio Pré-Objectal ou Sem Objecto
“Não-diferenciação”– o meio envolvente não é percebido, as noções de interior eexterior não existem, as partes do corpo não são percebidas como diferenciadas; A mãe deverá isolar a criança do excesso de estímulos externos e satisfazer as necessidades manifestadas pelos estímulos internos, contribuindo para a quietude.

Estádio precursor do objecto
O percepto visual mais reconhecido pelo bebé é o rosto humano; A mãe é representante do meio envolvente; Resposta pelo sorriso aorosto; O aparecimento do sorriso do bebé é uma das manifestações do comportamento favorecida pelas numerosas relações mãe-bebé, que cria um «clima emocional»

Estádio do Objecto Libidinal propriamente dito
Angústia do oitavo mês – angústia de perda do objecto; a criança reage desta forma a um rosto estranho porque se sente abandonada pela mãe; A mãe tornou-se objecto libidinal; Desenvolvimentonos sectores perceptivo, motor e afectivo;

Privação Afectiva Parcial
Observação durante 18 meses de 170 crianças, das quais 34 foram privadas do convívio com as mães após 6 meses de boas relações com elas.

O quadro clínico destas crianças mostrou um agravamento gradual em função do tempo de separação.

Privação Afectiva Parcial
Primeiro Mês – as crianças choram com frequência,tornam-se exigentes e agarram-se ao observador; Segundo Mês – baixa frequência dos choros, substituídos por gritos e gemidos; perda de peso e paragem no desenvolvimento global depressão (a criança torna-se apática, permanece imóvel por longos períodos de tempo, indiferente ao que a rodeia)

Privação Afectiva Parcial
Terceiro Mês – observa-se uma recusa de contacto com adopção da posição patognómica(as crianças permanecem de bruços durante horas seguidas); rigidez da expressão facial; acentuada perda de peso; aparecimento de insónias; aumento da vulnerabilidade a doenças; atraso motor generalizado;

Privação Afectiva Parcial
Após o Terceiro Mês – estabilização da rigidez do rosto; os choros cessam e os gemidos diminuem de frequência; pronunciado atraso de desenvolvimento – instala-se aletargia. Se entre o fim do 3º e o fim do 5º mês – período crítico - a criança voltar ao convívio da mãe, a sintomatologia desaparecer rapidamente.

Privação Afectiva Total
Observação de 91 crianças internadas num orfanato desde os 3 meses de idade Conclusões: O síndrome “hospitalismo” segue os mesmos estádios descritos na privação afectiva parcial, agravandose a partir do 4º/5ºmês;

PrivaçãoAfectiva Total
Aumento da letargia e descoordenação motora; Aparecimento de deficiências de coordenação ocular; Postura semelhante à catatonia; Apatia total – marasmo; Atraso de desenvolvimento generalizado; (27das crianças morreram durante o 1ºano de vida e 7 no de curso do 2º)

Principais Conclusões
“A carência de afecto provoca uma paragem no desenvolvimento de todos os sectores da...
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