Teoria das relações internacionais

Páginas: 17 (4064 palavras) Publicado: 11 de junho de 2013
Universidade Federal de Goiás – UFG Faculdade de Ciências Sociais – FCS Disciplina: Introdução às Relações Internacionais Professor: João Henrique Ribeiro Roriz Acadêmica: Juliana Brito Santana Leal Nº de matrícula: 131167 Turma: I Referência Bibliográfica: Nogueira, João Pontes Teoria das Relações Internacionais: correntes e debates / João Pontes Nogueira, Nizar Messari. – Rio de Janeiro:Elsevier, 2005. REALISMO Dentro de um cenário internacional permeado de constantes conflitos e orientado sob diretrizes tão discrepantes entre si, vemos consolidar a teoria realista no plano dinâmico da política internacional como uma das bases teóricas essenciais no entendimento das Relações Internacionais. Ao tentar detalhar o realismo, entretanto, deparamo-nos com uma diversidade de percursoshistóricos e uma riqueza de princípios básicos. As variantes do realismo apresentadas no segundo capítulo do livro Teoria das Relações Internacionais de João Pontes Nogueira e Nizar Messari são:o realismo clássico, o neo-realismo e o realismo neo-clássico. Na busca das raízes do realismo, os estudiosos das relações internacionais estabelecem linhagens intelectuais que vêm confirmar a ideia de“internacional” como remota. Tucídes, Maquiavel e Hobbes surgem, então, com uma releitura voltada para o âmbito internacional que embasam conceitos como a sobrevivência, o poder, a auto-ajuda e o estado de natureza. Dentro dessa perspectiva, Tucídes é o primeiro a tratar de um tema essencial no estudo das relações internacionais: a guerra. Ao tratar a Guerra do Peloponeso, definiu premissas tais que: “ Em ummundo em que os poderosos fazem o que têm o poder de fazer e os fracos aceitam o que têm que aceitar, o medo de não sobreviver , o medo de deixar de existir, leva os Estados a iniciarem e se engajarem em guerras” – (NOGUEIRA; João Pontes e MESSARI; Nizar ,2005, p. 22). É a partir daí que os realistas destacam o medo de não sobreviver e a anarquia internacional. Maquiavel, por sua vez, deixou comolegado a ênfase na sobrevivência do Estado como ator. Ele queria lidar com o mundo real e não com o que deveria ser. De Hobbes, os realistas tiram o conceito de estado de natureza que equivale-se comparativamente ao estado de anarquia no sistema internacional. Vale lembrar que essas diferentes contribuições enfatizam uma perspectiva negativa do ser humano, destacando o medo, o prestígio e a ambiçãocomo determinantes da natureza humana. As premissas comuns ao realismo Definir premissas comuns ao realismo mediante a ampla diversidade e riqueza do pensamento

realista torna-se uma tarefa árdua. Entretanto, algumas podem ser consideradas comuns a todas as correntes. “Essas premissas são a centralidade do Estado que tem por objetivo central sua sobrevivência, a função do poder para garantiressa sobrevivência, seja de maneira independente – no que seria caracterizada a auto-ajuda – seja por meio de alianças, e a resultante anarquia internacional.” (NOGUEIRA; João Pontes e MESSARI; Nizar ,2005, p. 23). Podemos citar ainda como comum a todos os realistas a ênfase no que acontece no Sistema Internacional e o pessimismo definitivo em relação à natureza humana. Para alguns realistas o querealmente importa é o equilíbrio de poder, enquanto outros creem que o Estado deve buscar o poder apenas como um fim em si mesmo. O Estado A própria concepção de Estado para os realistas é primordial na interpretação das relações internacionais, pois esse se apresenta como ator central no tema, e o estudo das relações internacionais é pautado justamente nas relações entre os Estados. Para tanto,vemos que as funções precisas do estado são de manter a paz dentro das suas fronteiras e a segurança dos seus cidadão ante a iminentes perigos externos, ou seja, a segurança doméstica e a segurança frente a agressão externa. No contexto doméstico os Estados detêm o monopólio da força física (concepção weberiana), e os indivíduos que atuam no plano internacional assim o fazem em prol de...
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