Teologia

Páginas: 38 (9376 palavras) Publicado: 31 de maio de 2013
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JOHN KNOX O FUNDADOR DO PURITANISMO


Muita gente pensa em John Knox unicamente em termos da Escócia e, portanto, essa gente acha que só aos escoceses cabe celebrá-lo e comemorar a sua obra. A resposta para isso pode ser dada desta maneira: todos os que visitaram Genebra e viram a Placaou Memorial em homenagem aos grandes reformadores, terão notado que John Knox está incluído entre eles. Ele está naquela augusta companhia, com Calvino e Farei; e isso deveria ser suficiente para fazer-nos compreender, não somente que John Knox fez grandes e maravilhosas coisas na Escócia, e sim também o caráter internacional da sua obra.
Proponho-me a considerar com vocês este homem emtermos de uma declaração feita por Thomas Carlyle - um cidadão escocês, é certo, mas, não obstante, um historiador de fama, e que não diz as coisas levianamente. Em seu livro, Os Heróis e o Culto aos Heróis ("Heroes and Hero Worshippers") diz ele: "Ele foi o sumo sacerdote e o fundador da fé que veio a ser a fé característica da Escócia, da Nova Inglaterra e de Oliver Cromwell - isto é, dopuritanismo". Carlyle de fato não inclui a Inglaterra - devia tê-lo feito - porém inclui a Nova Inglaterra e Oliver Cromwell. Ele reivindica em favor de John Knox que ele foi o pai e fundador de um movimento que levou a eventos extraordinários, não somente nas Ilhas Britânicas, mas bem mais distante, a eventos que influenciaram todo o curso da história. Essa declaração da Carlyle é justificável? Podemosconsubstanciar a sua alegação? Proponho-me a demonstrar que em nenhum sentido se pode acusar Carlyle de exagero.


Antes de passarmos a pensar em Knox em particular como o fundador do puritanismo, deixem-me dar-lhes um breve esboço da sua vida. Ele foi criado no catolicismo romano e se tornou sacerdote. Houve época em que ele era conhecido como "Sir" John Knox. Foi criado na pobreza, numafamília pobre, sem antecedentes aristocráticos e ninguém que o recomendasse. Tornou-se o grande homem que foi, unicamente como resultado das suas extraordinárias habilidades naturais, e ainda mais como resultado da sua conversão. Ele foi convertido de maneira extraordinária, pela instrumentalidade de certos luminares de primeira grandeza da Reforma na Escócia - George Wishart e outros. Ele passoupor uma mudança completa e, naturalmente, deu as costas ao catolicismo romano. Finalmente achou-se em St. Andrews, onde começou a participar das atividades. A princípio ele não pregava, mas posteriormente foi forçado a fazê-lo. O resultado foi que, quando os franceses tomaram St. Andrews e fizeram bom número de prisioneiros, John Knox viu-se trabalhando como escravo numa galera francesa, e isso porquase dois anos. Foi uma experiência extenuante, na qual ele sofreu, não só os rigores desse tipo de vida, como também uma intensa crueldade. Isso, sem dúvida, deixou sua marca em toda a sua vida, porque minou a saúde dele; conseqüentemente teve que manter constante luta contra a enfermidade.
Finalmente pôde sair daquela situação, e voltou para a Inglaterra e Escócia. A situação ficoumuito difícil para ele na Escócia, pelo que ele se estabeleceu na Inglaterra. Ele foi designado ministro e pregador em Berwick-sobre-o-Tweed ("Berwick-on-Tweed"), e permaneceu lá e em Newcastle-sobre-o-Tyne ("Newcastle upon Tyne") de 1549-51. (Há muita discussão sobre se ele nasceu em 1503 ou 1504, ou por volta de 1513 ou 1515. Isso não importa. O importante é que ele era homem de idade quando foiconvertido nalgum ponto da década de 1540, e se tornou pregador em Berwick e Newcastle.) Depois disso ele veio para Londres; e nesse tempo Eduardo VI estava no trono. Knox tornou-se um dos capelães e pregadores da corte. Assim, ele estava no centro das atividades da Inglaterra, e em muitas ocasiões pregou na presença de Eduardo VI e da corte. Eduardo VI morreu com 16 anos de idade, e Maria, "Maria,...
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