TAXA DE VINHOS BRASILEIROS

Páginas: 5 (1116 palavras) Publicado: 26 de novembro de 2013
Sobre vinho e câmbio: bom ano, taxa ótima.


Um vinho considerado vintage é feito com a totalidade ou maioria de uvas produzidas em determinado ano e rotulado dessa forma. Muitos países permitem que o vintage tenha pequena porção de uvas de outra safra. Variações nas características das uvas de ano para ano podem incluir profundas diferenças de sabor, cor, aromas, corpo e equilíbrio. Osfatores climáticos podem ter grande impacto nas características dos vinhos que podem se estender a diferentes safras do mesmo terroir. Eles podem variar dramaticamente em sabor, qualidade e equilíbrio. Os vinhos não-vintage podem ser produzidos a partir da mistura de mais de uma safra em processo que visa a manter a confiança do mercado e manter certa qualidade mesmo em anos de safras ruins. Pois bem,se existe “bom ano” para vinho, economistas acham que existe também para câmbio!

Há diferença entre Economia Positiva e Economia Normativa. Aquela ambiciona interpretar o que é; esta última propõe o que deveria ser. O câmbio brasileiro deveria estar hoje na casa de R$ 2,90 para atingir a taxa “ótima” real de longo prazo, definida como aquela que induz à alocação de recursos para os setores demaior produtividade da economia e leva ao desenvolvimento econômico, segundo estudo dos economistas André Nassif, do BNDES e da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carmem Feijó, da UFF, e Eliane Araújo, da Universidade Estadual de Maringá. O modelo desenvolvido pelos três indica que, no período de 1999 a 2010, os termos de troca, isto é, a relação entre preços de exportação e importação, e odiferencial entre os juros internos e externos são as variáveis mais importantes para explicar a “tendência de sobrevalorização da taxa de câmbio”.

Os resultados do estudo mostram duas conclusões básicas: “Primeiro, a moeda brasileira ficou persistentemente sobrevalorizada por quase todo o período analisado; segundo, a taxa ‘ótima’ real de longo prazo foi atingida em 2004″. Em março de 2011,quando a cotação média do dólar ficou em R$ 1,659, a taxa nominal deveria estar em R$ 2,91 para voltar ao nível “ótimo”.

No artigo, os economistas adotam uma “abordagem estruturalista-keynesiana” para verificar quais fatores definem a taxa real de câmbio. Dizem que “a tendência de longo prazo é mais bem explicada não apenas por forças estruturais, mas também por políticas de curto prazo. Desse modo,no modelo entram tanto fatores estruturais, como os termos de troca e o PIB per capita em dólares, como aspectos de curto prazo, caso do diferencial de juros básicos brasileiros e americanos e volume de reservas internacionais”.

Didaticamente, eu diria que os fatores determinantes da taxa de câmbio são três. Primeiro, os fundamentos macroeconômicos que são subdivididos também em trêsvariáveis: a paridade entre as taxas de juros (interna e externa) no curto prazo; o saldo do balanço de transações correntes (incluindo o balanço comercial e a conta serviços), afetado pelas diferentes ritmos de crescimento econômico entre os países, em médio prazo; a paridade entre poderes de compra, ou seja, entre a evolução interna e externa dos preços dos bens negociáveis no comércio exterior em longoprazo. Segundo, a expectativa dos participantes do mercado, que baliza o jogo especulativo entre moedas. Por fim, a política cambial, que pode deixar a taxa de câmbio livremente flutuante, tentar influenciá-la, ou buscar fixá-la em certa cotação oficial. Para adotar o regime de câmbio fixo, a autoridade monetária tem de deter volume de reservas internacionais suficiente para sua defesa.

Osresultados evidenciam tendência de “sobreapreciação” pelos termos de troca, que têm melhorado significativamente por causa da trajetória de alta dos preços de commodities, produtos com grande peso na pauta de exportações brasileiras, e pelo elevado diferencial de juros. Rigorosamente, “sobrevalorização” seria conceito a ser aplicado somente se o Banco Central estivesse defendendo determinada...
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