Tópicos especiais em teoria das relações internacionais

Páginas: 9 (2157 palavras) Publicado: 9 de novembro de 2012
Disciplina: Tópicos especiais em teoria das Relações Internacionais
Professor: Hermes Moreira

Resumo: A democracia no mundo de hoje (Otfried Höffe)

Cauê Salem Távora

Igor Britto



Em sua obra A Democracia no mundo de hoje, nos capítulos 9 e 10, Otfried Höffe, tenta estabelecer um novo modelo viável para as Relações Internacionais a partir da criação do que ele denominou deRepublica Mundial Subsidiaria e Federal. Para desenvolver tal idéia ele se apóia nas mais conhecidas teorias das Relações Internacionais, apontando, na quais seriam as falhas e os acertos de cada uma delas, não deixando de lado também o fundamental para criação de seu modelo, o direito internacional.

Para Hoffe, o Imperativo Estatal Universal, que seriam, simploriamente falando as regras subordinadaspelo poder público, foge das dimensões do Estado, afetando outros Estado e mantendo uma relação entres suas leis. Essa relação deve ser controlada para que haja o menor prejuízo possível para ambos, e é pautada pelo Imperativo Democrático Universal, que seria a base jurídica para a Republica Mundial de Höffe. Seguindo essa linha, Höffe analisa três possibilidades de controle mundial nessa ordemjurídica, de acordo com a Ciência Política, que são: ordem mundial estratégica, baseada nos conceitos do Realismo, governar sem governo ou sem Estado, baseada no Institucionalismo e a democracia no mundo de Estado, baseada nas idéias de Kant.

Na ordem mundial estratégica, Höffe aponta para o estudo mais especifico do Realismo Centrado no Estado (que é uma vertente do Realismo Explanatório),que prevê que o Estado atenta mais para sua segurança do que para outros valores (preceito esse advindo do Realismo Explanatório) e que as Organizações Internacionais são instrumentos da diplomacia praticados pelos Estados Nacionais, não possuindo verdadeira importância. Ele afirma também que somente os países que brigam por poder e recursos tem peso no cenário internacional. Tal teoria é baseadano estado de natureza hobbesiano, afirmando que os Estados mais fracos devem preocupar-se em não serem presas para os mais fortes, buscando fortalecer-se estratégicamente na dimensão internacional, onde reina a anarquia do estado de natureza, e deve ser, apenas a busca da soberania no sistema internacional o objetivo do Estado, devendo deixar de lado inclusive indivíduos e economia ao pensar em suapolítica externa. De acordo com a teoria dos jogos, quanto mais poder um país possui, proporcionalmente menos poder um país adversário seu possuira e caso um país alcance mais poder que outro, ele devera atacar, ou seja, se um Estado estiver muito mais poderoso que outro, a guerra é iminente, e portando, cabe aos outros Estados, que prezam por sua sobrevivência evitar que isso aconteça, tentandoobter mais poder, diminuindo as disparidades entre o mais poderoso. Para aumentar seu poder e evitar uma possível guerra ele deverá, de acordo com essa teoria, armar-se, afirmando a máxima “si vis pacem, para bellum”, do autor romano Publius Flavius Renatus, que em português diz Se queres a paz, prepara a guerra. Na realidade analisada pelo autor, ou seja nos tempos de guerra fria, a questão dopoder extrapolou inclusive a necessidade armamentista, pois chegou-se a um ponto em que a necessidade de demonstrar poder diante de um adversário era tamanha que um unico ataque seguido de um contra ataque traria consequencias catatróficas para os envolvidos no conflito, impedindo inclusive tais ações. Mesmo assim ambas as potencias envolvidas no conflito não deixavam de se aramar, pois segundoHegel, caso uma delas não se armasse estaria entrando na chamada “consciencia servil”, submentendo-se ao adviersario por ser menos poderosa. Apesar disso a paz foi mantida, pois qualquer ataque atrairia um enorme dano para o autor, pois ele estaria sendo uma ameaça à segurança mundial.

Nessa situação, a paz, só será alcançada de forma segura, ou seja, sem grandes desequilibrios de poder caso...
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