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38528 palavras 155 páginas
Rezar. Orar. Pedir, implorar. Qual era o sentido de tudo aquilo, se no fim você vai se ferrar de qualquer jeito? Levantar as mãos pro céus e pedir pela salvação. Bem, se era assim, ela estava perdida. Hey AC/DC, onde fica a Estrada para o Inferno mesmo? Por que entre pecados e virtudes, ela cometia o maior de todos: amar profundamente um traidor. Traidor de tudo, de todos. Um maldito traidor que no fim, conseguiria ir para o Paraíso. Levantem seus copos, coloquem os óculos escuros, por que aqui começa o Juízo Final. Entre vinganças e rock’n’roll, ela ficaria a beira da glória no momento em que finalmente conseguisse aproveitar um único momento de verdade. Ele havia destroçado seu coração em nome de um bem maior, e isso teria um troco. Um preço alto a se pagar, mas o preço justo para a dor que ela sofrera. O que vai acontecer depois, somente quem viver verá.

Capítulo Um – Cherrybomb
Os cabelos longos e os shorts curtos com meia-calça arrastão e All Stars detonados passavam uma clara mensagem: encrenqueira. Caminhando pelos corredores com seus fones de ouvidos e pose de rainha, Victória não era nada do que as pessoas costumavam rotular. Encrenqueira, prostituta, vaca, mal-amada. Victória era somente o reflexo de anos difíceis escondidos sobre quilos de máscara para cílios preta.
Sua história, na verdade, era muito simples, muito clichê. A garota que perdeu os pais aos 5 anos, foi adotada aos 8 e era incompreendida aos 17. Uma história que você consegue encontrar em qualquer lugar. Mas, naquela pequena, gelada e conservadora cidade, ela era uma rebelde. Uma rebelde sem drogas, com boatos sobre sexo e muito rock’n’roll.
E quando estava em seu quarto pulando ao som do Led Zeppelin, ela só conseguia rir. Como eram idiotas! Se a maior ambição de sua vida não fosse ser escritora, ela provavelmente seria uma excelente atriz. Por que Vic era uma sonhadora. Uma ótima aluna, uma virgem de carteirinha, quase uma santa. Não fosse o fato de não acreditar em Deus.

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