superprodução

Páginas: 11 (2747 palavras) Publicado: 17 de janeiro de 2014



Carlos Eduardo TAUIL
Matrícula 8786374
Aluno Especial de Pós-Graduação em História Econômica da Universidade de São Paulo








Superprodução, Superexploração e as Crises na Teoria Marxista








Trabalho apresentado como parte de aprovação na Disciplina “As Crises do Capital em Perspectiva Teórica e Histórica” no Segundo Semestre de 2013 para o Programa dePós-Graduação da Universidade de São Paulo














São Paulo, 2013

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como objetivo trazer, de forma sumária, as categorias marxistas de crise e superprodução nos artigos publicados pelos Professores Ivan Cotrim1 e Osvaldo Coggiola2 para uma reflexão da atualidade da teoria marxista, assim como mostrar que os conceitos apresentados pelos doisprofessores nos trazem dois prognósticos antagônicos; 1- de que as crises fazem parte do modo de produção capitalista, e que, portanto, de forma tendencial elas vão continuar surgindo de forma cíclica e, 2 - existem entendimento das questões e categorias que explicam o movimento cíclico das crises, e que, portanto, há possibilidades de superação deste ciclo inerente ao modo de produção contemporâneo.Buscaremos de inicio contextualizar historicamente qual o papel da superprodução e das crises na teoria marxista. Desde que Marx começou a direcionar seus estudos para a Economia Política ficou clara sua intenção de tratar sobre as crises do modo de produção capitalista. Embora não tenha concluído uma obra específica que trate do assunto, consegue-se verificar em diversos momentos de seus escritoso tratamento das categorias das crises que ocorreram e as que tendencialmente ocorrerão no curso da História enquanto o modo de produção capitalista prevalecer.
Podemos verificar já nos manuscritos econômicos de 1857-1858, ou Grundrisse, quase 10 anos antes da publicação de O Capital, a preocupação de Marx com a condição fundamental de produção de crises inerentes ao sistema capitalista, em quese verifica um limite de expansão do capital, não inerente à produção em geral, mas inerente em uma produção baseada no capital (Marx, 2011, pp. 753).
Ao debruçar-se sobre a Economia Política, Marx promove um “acerto de contas” com os pensadores da Economia Política Clássica3 debatendo no berço desta ciência (Inglaterra) quais as contradições inerentes ao modo de produção capitalista. Tanto AdamSmith quanto David Ricardo já haviam estudado categorias que posteriormente seriam aprofundadas por Marx, como exemplo a mais-valia estudada por David Ricardo, mas o grande descuido destes pensadores da Economia Política Clássica foi entender como natural um modo de produção que nada mais é do que uma síntese histórica do desenvolvimento da sociedade, e identificaram no modo de vida capitalistacomo uma suposta natureza humana (Cotrim, 2010, pp. 144). Portanto qualquer fator que venha a alterar, em forma de crise, o sistema de vida natural da sociedade é visto como algo exterior a reprodução capitalista (Coggiola, 2009, pp. 106)
É justamente nas contradições encontradas por Marx no modo de produção capitalista que vai resultar na importância que as crises possuem em sua teoria. Em seusestudos anteriores ao Capital, Marx já havia identificado um movimento histórico e dialético da luta de classes. Na sociedade capitalista, Marx identifica o embate entre os trabalhadores (que possuem como única mercadoria sua força de trabalho) e os donos do capital (que regem o sistema capitalista detendo os meios de produção e comprando a força de trabalho dos trabalhadores).
Marx compreende quepara a manutenção do sistema capitalista, o capital precisa, necessariamente, se expandir para que se objetive em seu fundamento, ou seja, a acumulação de capital.
Quando Marx prioriza o inicio de sua pesquisa na “mercadoria” no Livro 1 de O Capital, ele integra a conceito de “valor” no processo de troca de mercadorias como fundamento básico para a expansão do capital. Ao integrar o conceito...
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