sofistas x platao

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1. Os sofistas usaram do convencionalismo para o estudo e discussões acerca do tema justiça e dos demais temas aos quais se propuseram a discutir. Para esse grupo de pensadores, não havia uma definição concreta de justo e injusto, tudo variava segundo as circunstancias.
Sócrates, ele mostra mais uma vez seu caráter sofistico, pois a verdade do conceito “justiça”, para Gláucon, não é simplesmente definida através da lei. Para ele, a justiça possui um caráter variável de acordo com a situação imposta, e devia-se afirmar que a justiça existia com a função de proibir o beneficio em cometer injustiça e os malefícios de sofrê-la, como vemos no seguinte trecho sobre a justiça : “fica entre o ótimo, cometer injustiça e não ser punido, e o péssimo, ser vítima de injustiça e não poder vingar-se”. Para que isso acontecesse era necessário que a justiça fosse maleável e molda-se de acordo com a situação imposta.

2. Sócrates refuta as teses dos sofistas, pois a vontade dos sofistas de possuírem o sucesso por se julgarem conhecedores da verdade, era inadmissível na busca de um conhecimento verdadeiro. Para Sócrates, a verdade deve ser buscada constantemente, e é por isso que, diferentemente dos sofistas, incita seus seguidores a descobri-las, enquanto que os sofistas preocupam-se em apenas passar a verdade que para eles é a correta.
Sócrates condena também o fato de os sofistas cobrarem para a transmissão de conhecimentos. Segundo ele, a busca da verdade concreta necessita de um desapego de bens materiais, visando o descobrimento de idéias novas, e cobrar para transmitir uma “verdade” é totalmente contrário ao que Sócrates prega, pois assim nunca se desvencilharíamos de um pensamento de que nos ensinaram como correto e, portanto não teríamos o ímpeto de buscar a verdade.
Segundo Sócrates, nenhum homem sabe verdadeiramente nada, e sábio não são os sofistas que se julgam detentores da verdade, mas sim aqueles que admitem sua ignorância. A opinião de Sócrates sobre os

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