Simionatto ivete - as expressões ideoculturais da crise capitalista na atualidade e sua influencia teório-politica

Páginas: 10 (2388 palavras) Publicado: 23 de maio de 2012
Universidade Federal de Santa Cataria
Centro Sócio Econômico
Curso de Serviço Social
Liliane da Silva
Professora: Renata
Disciplina: Serviço Social e Pensamentos Contemporâneos
Turma 02339 noturno 2012/01

SIMIONATTO Ivete - As expressões ideoculturais da crise capitalista na atualidade e sua influencia teório-politica


1- Surgimento e crise da razão moderna

As relaçõescientificas ocorridas entre os seculos XVI e XVII podem ser considerados os principais marco do pensamento moderno. Temos a partir de então o surgimento da chamada ''nova ciência'' ou ''razão moderna''. Ocorre nesse período, uma verdadeira revolução na maneira de ver e explicar o mundo. As formas vigentes de interpretação da realidade, pautada na fé e na religião, são derrubadas, destacando-se aimportância da observação e da experimentação para o desenvolvimento cientifico.
A modernidade institui assim, um novo modelo explicativo do real, fundado no primado da razão, ou seja, na capacidade do homem em formular teorias cientificas a partir de leis objetivas. Essa forma de pensar esta na base do projeto epistemologico da tradução racionalista inaugurada por Descartes e da perspectiva empiristainiciada por Francis Bacon. Sera, no entanto, o filosofo alemão Immanuael Kant quem ampliará as reflexões acerca das possibilidades da razão ou na organização e sistematização dos dados empíricos de forma mais cientifica. Buscando superar as concepções dogmáticas de seus antecessores, Kant discute a vinculação entre razão e experiencia e as possibilidades de cada uma no processo do conhecimento.Nas Formulações Kantianas sobre a produção do conhecimento, destacam-se dois elementos fundamentais: a existência do objeto que desencadeia a ação do pensamento e a participação do sujeito ativo e de sua capacidade de conhecer. Ao vincular ''razão'' e ''experiencia'', afirma que o sujeito não tem capacidade de conhecer ''a coisa em si'', somente captar sua aparência, sua expressão fenomênica,não sendo possível conhecer a essência dos fenômenos pesquisados. O questionamento mais contundente a esse modo de pensar subjetivista é realizado por Hegel, no inicio do seculo XIX. Na polemica de Kant, Hegel estabelece a distinção entre objetividade e subjetividade no processo do conhecimento e reafirma a razão como base da existência humana. A'' razão fenomênica'' ou acrítica presente em Kant ésubstituída, em Hegel, pela ''razão dialética'' capaz de captar a processualidade dos fenômenos sociais para além de sua mera aparência.
A transição entre os seculos XVII e XVX é marcada pela constituição do Estado burgues, com mudanças significativas nas esferas econômica, politica, sócia e cultural. A hegemonia burguesa no campo das ideias favoreceu as condições necessárias para o rompimentodefinitivo com o feudalismo e o surgimento de um novo modo de produção – o modo de produção capitalista. Esse processo de modernização social (incluindo economia e Estado) e de modernização cultural (abrangendo a arte, o saber e a moral), produto de racionalização característica das sociedades ocidentais desde o final do seculo XVIII, expressa, para Max Weber, o surgimento da própria modernidade.As intensas mudanças e contradições que marcam esse período estão na base de duas grandes matrizes teóricas da razão moderna: o positivismo de Conte e a teoria social de Marx. Ao estudar a sociedade segundo as leis da natureza, tendo como modelo a biologia, a filosofia positivista a concebe como uma ordem natural que não pode ser mudada e a qual os homens devem se submeter-se.
A teoria socialde Marx, contemporânea ao positivismo, é outra das grandes expressões da razão moderna. Marx, diferentemente de Kant e de Comte, desenvolve uma teoria tendo como objeto a sociedade burguesa e como objetivo sua superação, mediante um processo revolucionário. O conhecimento, em Marx, não se apresenta apenas como ferramenta para a compreensão do mundo, mas, acima de tudo, como possibilidade de...
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