Simón bolívar

Páginas: 6 (1485 palavras) Publicado: 22 de maio de 2012
BAÚ DE ESCRITOS: “AMÉRICA”

Simón Bolívar: a ação
Aproveitando-se da deposição do rei Ferdinando VII pelos franceses, ele e mais um grupo de “criollos” proclamaram em Caracas a independência da Venezuela



Simón Bolívar é o autêntico latino-americano. Por isso ele merece uma lembrança que dê ênfase à sua ação ao seu pensamento. Com efeito, a busca da filosofia de vida de Bolívar éimportante para entender a presente situação latino-americana. Existe um pequeno livro impresso talvez, uns 50 anos atrás, pela Casa Editora Vecchi Ltda. do Rio de Janeiro. É um pequeno livro de bolso de apenas 124 páginas amareladas que encontrei certa vez em um sebo. O livreto é dividido em duas partes: a primeira contém os feitos militares e políticos, juntamente com dezenas de pensamentos e máximas;a segunda parte contém oito pronunciamentos: 1º, O Manifesto de Cartagena (15/12/1812); 2º, a Carta de Jamaica (6/9/1815); 3º, o discurso perante o Congresso de Angustura (15/2/1819); 4º, uma série de anotações sobre o congresso do Panamá; 5º, a carta convite para o Congresso de Panamá de 1826; 6º, o discurso perante o Congresso Constituinte da Bolívia (25/5/1826); 7º, a mensagem à Convenção oOcanã (29/2/1828); 8º, mensagem ao Congresso Constituinte da Colômbia (20/1/1830). As ações militares são acompanhadas pelos pronunciamentos políticos que se propõe repensar a realidade sul-americana a partir de uma análise da mesma. São esses documentos que nos permitem entender a filosofia política de Bolívar. Simón Bolívar nasceu aos 24 de Julho de 1783 em Caracas, na Venezuela, de família deorigem espanhola. Por isso ele nunca foi considerado um “peninsular” e sim um “criollo” (como expliquei em artigos passados). Ao ser batizado, foi presenteado com uma fazenda que lhe dava 20 mil pesos de renda anual. Aos 3 anos de idade ficou órfão de pai e, aos 9 anos de mãe. Seu tio, o marquês dom Feliciano Pacio y Soio, tornou-se subtenente milícias do Vale de Arágua. Com 17 anos foi enviado àEuropa para completar a sua educação. Com 18 anos casou-se, em Madri, com Maria Teresa Rodrigues del Toro e voltou para Caracas. Mas no ano seguinte sua esposa morreu. Ficou literalmente desesperado. Vinte e cinco anos mais tarde confidenciou ao coro-

nel Lacrix: “Eu amava minha mulher: quando ela morreu jurei que nuca mais me casaria e mantive minha palavra”. Para esquecer a tragédia, viajou paraParis, onde participou da coroação de Napoleão, ficando muito revoltado, pois ele via nisso o naufrágio de seu sonho de democracia. Encontrou-se com Humboldt, que lhe mostrou as grandes possibilidades da América Latina, uma vez emancipada. Em 1805, com 22 anos, programou uma viagem para Chamberry a fim de passar uma semana na casa onde Rousseau viveu por dois anos escrevendo sobre filosofiapolítica. Os livros de Rousseau eram sua leitura diária.



Entre vitórias e derrotas, a campanha para a libertação da Venezuela vai até 1819, ano em que Bolívar convoca o Congresso de Anguatura, devolvendolhe os títulos e os poderes que lhe haviam sido conferidos



Em seguida, foi para Roma, onde costumava deter-se demoradamente a contemplar os restos dos monumentos romanos. Foi em Roma que,certo dia, virandose para o amigo Simón Rodrigues, exclamou: “Juro-lhe, perante o Deus de meus pais; juro pelos meus próprios pais, pela minha honra e pelo meu país, que meu braço não descansará e minha mente não terá paz, enquanto eu não tiver rompido as cadeias que me prendem pela vontade e pelo poder da Espanha”. Esse juramento constitui o marco mais importante da vida de Bolívar: morre o nobrefidalgo folgazão e nasce um homem novo, o missionário da liberdade para América Latina. Assim, nesse ano, o encontramos nos Estados Unidos para pedir apoio contra a dominação espanhola na América Latina. Em seguida voltou para a sua estância

em Caracas a fim de concentrarse no estudo. Com efeito, agora sentia a necessidade de dar uma base séria e racional e suas emoções interiores. Em...
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