Sexo

Páginas: 20 (4754 palavras) Publicado: 27 de maio de 2013
Pesquisadores de diversas áreas elegeram como prioridade dar ao mundo um sexo melhor. Pênis erguidos por substâncias químicas, órGãos sexuais mapeados milimetricamente, orgasmos planejados no laboratório. Afinal, como a ciência pode melhorar a sua vida sexual?

O ano era 1954. Masturbação era pecado, homossexualismo era crime, posições sexuais, que se soubesse, havia uma só. Impotência,ejaculação precoce, anorgasmia, fetiche, sexo oral, sexo anal, prazer, orgasmos múltiplos, clitóris não eram assuntos para serem discutidos à mesa. Aliás, não eram assuntos para serem discutidos em lugar nenhum. Naquele ano, um fisiologista da Universidade do Missouri iniciava seu projeto de pesquisa.

Bill Masters era o nome dele. Parte de seu trabalho tinha a ver com um objeto que elecriou: um pênis de plástico com uma câmera no seu interior. O aparelho, instalado sobre uma cama, era acoplado a uma roda de ferro. Quando a pessoa deitada na cama, uma mulher, girava a roda, o pênis de plástico descia, entrando numa parte da anatomia feminina que câmera nenhuma jamais havia filmado.

Masters fez mais. Recrutou homens e mulheres casados, ligou neles sensores para medir seusbatimentos cardíacos e sua transpiração e colocou-os para transar. Aí chamou homens e mulheres que jamais haviam se visto e fez o mesmo, para comparar. Completos desconhecidos passaram semanas praticando intercurso, fazendo sexo oral e se masturbando numa sala, na bucólica Universidade do Missouri, nos saudosos idos de 1954.

Para a maior parte do mundo, aquilo tudo não passava de safadezamal disfarçada de ciência. Para Masters, tratava-se de considerar o sexo um ato natural, que portanto se prestava à investigação científica. Mais: ele estudava sexo não apenas para entender a reprodução humana. Masters estava interessado em algo que a ciência até então ignorava redondamente: os mecanismos do prazer. E saiu por aí dizendo que as pessoas – em especial as mulheres, as mais oprimidas nacama, e não apenas pelo peso dos corpulentos maridos – têm direito a gozar.

Masters publicou seus achados com a co-autoria de Virginia Johnson, com quem, depois de anos discutindo sexo, acabaria se casando. Junto com um outro pioneiro, Alfred Kinsey, autor do famoso Relatório Kinsey, uma monumental série de entrevistas que desvendou o que os americanos faziam na cama, publicado entre1948 e 1953, Masters e Johnson abriram o caminho para o mundo de hoje.

Agora, sexo é um ato natural, está provado. Natural e faz bem, provou-se também. Quem tem uma vida sexual saudável tem índices menores de estresse, o que pode repercutir em vários aspectos da vida, desde melhorando a pele até atrasando a morte, ao prevenir doenças sérias. Há Viagra nas farmácias, terapeutas sexuais emcada esquina, livros em profusão prometendo um caminho fácil e rápido ao nirvana orgásmico. Milhares de pesquisadores se dedicam a aumentar o prazer da humanidade, seja com mágicas bioquímicas, seja explorando os meandros da mente, seja resgatando técnicas milenares e testando-as no laboratório.

Temos direito ao orgasmo. Temos direito ao prazer. Depois de meio século de pesquisas,desenvolveu-se um arsenal variado para combater todos os males que afligem as camas do planeta. Qualquer pessoa, se quiser, pode melhorar a qualidade do seu sexo. Nas próximas páginas, você vai conhecer esse arsenal. No final, está convidado a tomar parte da discussão do momento: que mundo é esse que os seguidores de Masters estão criando? Ou, em outras palavras, para que tudo isso?



Sexo nafarmácia
Em 1998 a Pfizer exorcizou o fantasma da impotência – ou, na linguagem politicamente correta mais em voga, “disfunção erétil”. Foi sem querer – o Viagra era um remédio para tratar pressão alta, a ereção foi apenas um bem-vindo efeito colateral. Mas, depois disso, parecia não haver limites para os recursos da indústria farmacêutica na luta pelo prazer.

O Viagra, medicamento...
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