Serviço Social e a ruptura com o conservadorismo

Páginas: 5 (1031 palavras) Publicado: 14 de outubro de 2014
SERVIÇO SOCIAL E A RUPTURA COM O CONSERVADORISMO
A INSTITUCIONALIZAÇÃO E LEGITITIMAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL - O processo de institucionalização do Serviço Social no Brasil, como profissão reconhecida na divisão social do trabalho, está vinculado à criação das grandes instituições assistenciais, estatais, paraestatais ou autárquicas, especialmente na década de 40.
Período marcado peloaprofundamento do modelo corporativista do Estado e por uma política nitidamente favorável a industrialização (a partir de 1937).
A burguesia industrial adquire supremacia no poder de Estado, aliada aos grandes proprietários rurais, e tem de se defrontar com o crescimento do proletariado urbano, reforçado pelos fluxos populacionais liberados pela capitalização da agricultura.
Em face de talexpansão, surge a necessidade de absorver e controlar esses setores. O Estado Novo vai buscar na classe operária um elemento adicional de sua legitimação, através de uma política de massas, ao mesmo tempo em que procura reprimir os movimentos reivindicatórios do proletariado.
O Estado incorpora parte das reivindicações populares, ampliando as bases de reconhecimento da cidadania social do proletariado,através de uma legislação social e sindical abundante na época. Emergem, nesta fase, novas instituições, como o salário mínimo, previdência social, a justiça do trabalho, e uma nova legislação sindical.
O Estado passa a intervir não só na regulamentação do mercado de trabalho, através da política sindical e salarial, mas também no estabelecimento e controle de uma política assistencial,intimamente vinculada às organizações representativas das “classes produtoras”. Surgem nesse processo: O Conselho Nacional de Serviço Social, a LBA, o Senai, O Sesc.
Com o surgimento das grandes instituições, o mercado de trabalho se amplia para o Serviço Social e este rompe com o estreito quadro de sua origem para se tornar uma atividade institucionalizada e legitimada pelo Estado e pelo conjunto dasclasses dominantes.
Este processo constitui, também, o processo de profissionalização do Assistente Social, que se torna categoria assalariada, alargando-se sua base social de recrutamento, especialmente entre os setores médios ou da pequena burguesia, que buscam uma profissão remunerada.
O Serviço Social deixa assim de ser um mecanismo de distribuição de caridade privada das classes dominantespara se transformar em uma das engrenagens de execução das Políticas Sociais do Estado e setores empresariais que se tornam seus maiores empregadores.
O Assistente Social passa a receber um mandato diretamente das classes dominantes para atuar nas classes trabalhadoras. A demanda de sua atuação não deriva dos que são alvo de seus serviços profissionais, os trabalhadores; mas dos setorespatronais, com o objetivo de atuar, segundo metas estabelecidas por esses setores, entre as classes trabalhadoras.
O Assistente Social, embora trabalhe a partir de situações de vida daquelas classes, não é diretamente solicitado por elas: atua entre elas a partir de uma demanda, que na maioria das vezes não provém delas. O caminho que o cliente percorre até o profissional é mediatizado pelos serviçossociais prestados pelas instituições que são, em geral, o alvo da procura do usuário. Porém, para obter tais serviços, é muitas vezes obrigado a passar pela Assistente Social como um dos agentes institucionais que participa da implementação de tais serviços.
As bases sociopolíticas da perspectiva da intenção de ruptura estavam contidas e postas na democratização e nos movimentos classes exploradase subalternas derrotadas em abril de 64. Sociopolítica e historicamente, esta perspectiva é impensável sem o processo que se precipita entre 1961 e 1964 e é abortado em abril; no plano também profissional, é ali que ela encontra os seus suportes sociais.
A mobilização antiditatatorial com fortes impulsões de radicalidade anticapitalista, dinamizada pelos setores das camadas médias urbanas...
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