Serviço social em tempo de capital fetiche

Páginas: 9 (2113 palavras) Publicado: 30 de maio de 2013
Serviço Social em Tempo de Capital Fetiche
1-Particularidades da formação histórica brasileira e a QS
As desigualdades que guiam o processo de desenvolvimento do País têm sido uma de suas particularidades históricas. O “moderno” se constrói por meio do “arcaico”, recriando elementos de nossa herança histórica colonial e patrimonialista, ao atualizar marcas persistentes e, ao mesmotempo, transforma-las, no contexto de mundialização do capital sob a hegemonia financeira. O novo surge pela mediação do passado, transformado e recriado em novas formas nos processos sociais do presente. O país situado como de uma economia “emergente” em um mercado mundializado, carrega a história e sua formação social,imprimindo um caráter peculiar à organização da produção às relações entre estadoe a sociedade,atingindo formação do universo político-cultural das classes,grupos e indivíduos sociais. Tais desigualdades relevam o descompasso entre temporalidades teóricas distintas, mas cotidianamente articuladas,quais afetam a economia,a política e a cultura redimensionando,simultaneamente,nossa herança histórica e o presente.A modernidade das forças produtivas do trabalho social convivecom padrões retrógrados nas relações no trabalho,radicalizando a questão social. A noção de desenvolvimento desigual é utilizada em sua acepção clássica, a desigualdade entre o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento social, entre a expressão das forças produtivas e as relações sociais a formação capitalista, revelando assim como reprodução ampliada de riqueza e das desigualdadessociais,fazendo crescer a pobreza relativa à concentração e centralização do capital,agravando segmentos majoritários do usufruto das conquistas do trabalho social.Desenvolvimento desigual em outra dimensão não menos fundamenta:os tempos desiguais entre as mudanças ocorridas na produção material e as formas culturais,artísticas,judiciárias; que expressam alterações da vida material. A tensão entre o movimentoda realidade e a representações sociais que expressam e estabelecem descompassos entre o ser e o aparecer. Atualiza fetichismos e mistificações que acobertam as desigualdades e sua reprodução social.
A modernização conservadora articula no marco da ordem e atribui um ritmo lento às transformações operadas, de modo que o novo surja como um desdobramento do velho.Ela permite explicar a incorporaçãoe/ou criação de relações sociais arcaicas ou atrasadas nos setores de ponta na economia, que adquirem força nos anos recentes,como a personagem, a escravidão por divida, a clandestinidade nas relações de trabalhos e sua precarização mediante a regressão dos direitos sociais trabalhistas. O desafio é,pois compreender o modo como o capital articula essa diversidade de relações, trazendo,para asdeterminações de seu tempo, isto é,do seu timo e de sua reprodução ampliada,os tempos de diferente relações que foi reproduzindo na sua lógica,ou mesmo produzindo.Segundo Fernandes(1975),a transição do capitalismo competitivo ao monopolista no Brasil ocorre por caminhos que fogem ao “modelo universal da democracia burguesa”.A economia brasileira relacionou-se com a expansão monopolista segundo aforma típica que assumiu na periferia dos centros mundiais.As grandes corporações por meio de filiais,surgem aqui quase simultaneamente ao seu aparecimento nas economias centrais. Até o inicio da Segunda Guerra,elas dispõem de um controle segmentar de uma gama de setores de produção,contanto com o espaço econômico que elas conseguiram conquistar. Drenam parcelas do excedente econômico para Dora,vitalizando a expansão do capitalismo monopolista nas economias centrais.Segundo o autor referido,na década de 50 que a economia brasileira já não concorre apenas para intensificar o crescimento monopolista exterior: “ela se incorpora a este crescimento,aparecendo, daí em diante,como um dos seus polos dinâmicos na periferia”.No país essa transição não foi por uma burguesia com forte orientaçãa...
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  • Resumo
  • SERVIÇO SOCIAL EM TEMPO DE CAPITAL FETICHE – ENSINO UNIVERSITÁRIO E A FORMAÇÃO ACADÊMICO-PROFISSIONAL
  • Fichamento do livro Serviço Social em tempo de capital fetiche. Marilda Villela Iamamoto.

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