Sedentarismo

Páginas: 17 (4217 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
Sedentarismo, exercício físico e doenças crônicas

Sedentarismo, exercício físico e doenças crônicas
Bruno GUALANO*
Taís TINUCCI*

*Escola de Educação Física e Esporte,
Universidade de São
Paulo.

A inatividade física é fortemente relacionada à incidência e severidade de um vasto número de doenças
crônicas. Assim sendo, o exercício físico torna-se uma das ferramentas terapêuticas maisimportantes
na promoção de saúde e o profissional de Educação Física, o responsável por sua ampla disseminação.
Nesse artigo, discorremos sobre as seguintes questões: Qual o impacto - biológico e socioeconômico – da
inatividade física na saúde dos indivíduos?; 2) Qual o impacto da inserção da atividade física vida dos
indivíduos?; 3) Qual o papel da profissional de Educação Física na promoção desaúde e quais os desafios
que a Educação Física, enquanto ciência (“lato sensu”) e profissão, deve enfrentar nas próximas décadas? Tendo como ponto de partida o papel da inatividade física sobre a etiologia das doenças crônicas,
pretendemos revelar o imenso potencial do exercício físico como agente terapêutico.
UNITERMOS: Saúde; Atividade física; Inatividade física; Efeitos terapêuticos.Introdução
A atividade física tem sido enaltecida e propagada há
séculos como um potente fator de promoção à saúde. A
Sócrates, por exemplo, credita-se a seguinte afirmação:
“Na música, a simplicidade torna a alma sábia; na
ginástica, dá saúde ao corpo”. Tal ideia ganha respaldo
no discurso do “pai da medicina”, Hipócrates: “O que
é utilizado, desenvolve-se, o que não o é, desgasta-se...
sehouver alguma deficiência de alimento e exercício, o
corpo adoecerá”. O filósofo Platão compartilhava da
importância do exercício, considerando-o fundamental
na manutenção do equilíbrio de corpo e mente (ou o
espírito). Talvez sejam as célebres palavras do romano
Juvenal que melhor materializem esse conceito: “Mens
sana in corpore sano” (“Mente sã em corpo são”).
Obviamente, as evidências quefundamentavam a
prática de atividade física em períodos remotos eram
mormente empíricas. Atualmente, há um denso e
crescente corpo de conhecimento que consolida o
exercício físico como ferramenta crucial na promoção

de saúde. Não obstante - e paradoxalmente -, assistimos
praticamente inertes a uma redução gradativa nos
níveis de atividade física das populações modernas. Tal
constataçãotraz consigo importantes indagações, tais
como: 1) Qual o impacto - biológico e socioeconômico
- da inatividade física na saúde dos indivíduos?; 2) Qual
o impacto da inserção (ou re-inserção; conceito a ser
esclarecido ao longo do artigo) da atividade física na
saúde dos indivíduos?; 3) Qual o papel da profissional
de Educação Física na promoção de saúde e quais os
desafios que a EducaçãoFísica, enquanto ciência (em
“lato sensu”) e profissão, deve enfrentar nas próximas
décadas a fim de se arraigar neste emergente campo de
pesquisa e intervenção?
Propomos a seguir um breve ensaio sobre essas
questões. Tendo como ponto de partida o papel
da inatividade física sobre a etiologia das doenças
crônicas, pretendemos revelar o imenso potencial
do exercício físico como agente terapêutico.Inatividade física: um ambiente inóspito para genes saudáveis
Estudos epidemiológicos demonstram que a
inatividade física aumenta substancialmente a incidência

relativa de doença arterial coronariana (45%), infarto
agudo do miocárdio (60%), hipertensão arterial (30%),

Áreas de atuação e investigação em Educação Física e Esporte

Resumo

Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, São Paulo,v.25, p.37-43, dez. 2011 N. esp. • 37

GUALANO, B. & TINUCCI, T.

câncer de cólon (41%), câncer de mama (31%), diabetes
do tipo II (50%) e osteoporose (59%) (KATZMARZYK
& JANSSEN, 2004). As evidências também indicam que
a inatividade física é independentemente associada à
mortalidade, obesidade, maior incidência de queda e
debilidade física em idosos, dislipidemia, depressão,
demência,...
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