Se és o filho de deus - resenha

Páginas: 5 (1105 palavras) Publicado: 3 de dezembro de 2012
O autor, em sua introdução, nos leva a pensar na humanidade de Cristo em duas das maiores características humanas: o sofrimento (seja ele psicológico ou físico) e as tentações. Quanto ao sofrimento revela que Cristo nos ensina que sofreu mas não desejou sofrimento e ser como Ele é saber aceitá-lo quando vier mas não desejá-lo. Ellul salienta que a teologia do valor do sofrimento para salvação eredenção é falsa.
Quanto às tentações o autor tenta estabelecer uma linha de raciocínio mais filosófica do que teológica e para entendê-lo é necessário que deixemos de lado tudo o que aprendemos desde o início da nossa caminhada cristã. Ele tenta quebrar alguns paradigmas e revelar que a tentação que Cristo sofreu, em sua humanidade, está justificada no corpo social colocando como principal fatora cobiça. Até aqui Ellul traz uma relação que pode ser plausível: a tentação é a conjunção entre a cobiça (raiz das tentações) e a circunstância criada pelo corpo social. Quando essas duas se encontram dão origem ao pecado. Mas depois disso faz uma declaração muito incoerente com toda a doutrina cristã: de que seria anti-bíblica a ideia de que Deus comanda cada minúsculo acontecimento [...]. Tudoo que vier escrito após essa declaração está prejudicado pelo simples fato de que Deus é soberano sobre tudo e Senhor do universo, onisciente, onipresente e onipotente (Mt 10.29,30). Seguindo sua própria linha de raciocínio, o autor entende que Jesus foi na verdade tentado pelo sistema, pela sociedade, pelas oportunidades e que o Diabo nada mais é do que um “personagem simbólico e artificial” ese considerar como verdade seu entendimento o fato de Cristo não ter pecado é que nele não se encontrava a cobiça, primeiro fator para o pecado. Mais uma afirmação que necessita de arrazoamentos e considerações para que se entenda.
No capítulo 1 Ellul fala de Jesus como “O Servo Sofredor” e passa a descrever e a interpretar, dentro dessa ótica de sofrimento, várias passagens dos evangelhos quedemonstram essa característica cristológica. Sobre sofrer os nossos sofrimentos nos acompanhando em cada um deles e não “apenas” suportando os seus próprios; sobre o nosso sofrimento ser apenas um fato em si e nunca uma danação pois essa punição Cristo já levou sobre Ele mesmo na cruz e nesse ponto, (que concordo é bem tentador de se crer uma vez que tudo se torna mais fácil assim) tenho um levedesconforto para concordar. O livro de Jó e 2 Corintios 12 nos mostra que o sofrimento é permitido por Deus e tem uma razão para isso; o aperfeiçoamento da nossa fé e de nossa dependência no Senhor. Ora, se esse é o objetivo bíblico do nosso sofrimento enquanto não passamos por ele não aprendemos a agir da maneira que Deus quer agindo tal como queremos, trazendo consequências para nossas vidas. Issonão seria uma punição ou imputação de justiça?
Seguindo pelo capítulo o autor se aventura em detalhar alguns sofrimentos específicos como a fome, o cansaço, o suplício, a crucificação, o sofrimento moral e a ruptura com sua família. Ressalto que em alguns momentos até aqui ele fala sobre um suposto fracasso de Jesus já que ele trouxe “ódio, dilaceramento e explosão” para onde queria paz.Definitivamente não. Ele trouxe paz sim. Quem transformou sua obra em mal foram os homens que não entenderam sua obra e os princípios divinos através dos quais Ele agia.
Em seu caminho pelos evangelhos Ellul segue tratando dos nossos sofrimentos suportados por Jesus e nos mostrando que sua obra é individual, que Cristo é um Deus pessoal e não de multidões - não somos um número na multidão; Ele desfaz amultidão. E segue tratando de cada assunto em especial tentando seguir em ordem cronológica alguns fatos.
Fato é que o autor tem uma visão não muito ortodoxa dos fatos bíblicos com relação a Cristo e à sua obra. Se todas as suas colocações estão erradas talvez seja impossível afirmar mas na medida em que vamos caminhando na leitura do texto vamos nos deparando com nossas convicções e nossas...
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