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Páginas: 6 (1375 palavras) Publicado: 1 de junho de 2013
Resumo do texto de Iraci Del Nero da Costa
Repensando o modelo interpretativo de Caio Prado Jr. (parte I)
:"... explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu, E este o verdadeiro sentido da colonização tropical, de que o Brasil é uma das resultantes; e ele explicará os elementos fundamentais, tanto no económico com'' no social, da formação e evoluçãohistóricas dos trópicos americanos. [...] Se vamos à essência da nossa formação, veremos que na realidade nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco...
O 'sentido' da evolução brasileira que é o que estamos aqui indagando, ainda se afirma por aquele caráter inicial da colonização."
Doutro lado, no funcionamento, um fornecedor do comércio internacional dos géneros que este reclama e de queela dispõe. Finalmente, na sua evolução, e como consequência daquelas feições, a exploração extensiva e simplesmente especuladora, instável no tempo e no espaço, dos recursos naturais do país." Buscou, ademais, estabelecer os elementos estruturais básicos sobre os quais ocorreram a ocupação e valorização do território colonial, obedecido aquele sentido; encontrou-os na grande propriedade, namonocultura e na exploração do trabalho escravo.
De um lado, a grande lavoura, seja ela do açúcar, do algodão ou de alguns outros géneros de menos importância, que se destinam todos ao comércio exterior. Doutro, a agricultura de 'subsistência', isto é, produtora de géneros destinados a manutenção da população do país, ao consumo interno. (...) A grande lavoura representa o nervo da agriculturacolonial; a produção dos géneros de consumo interno -a mandioca, o milho, o feijão, que são os principais - foi um apêndice dela, de expressão puramente subsidiária."
De nossa parte, retorquiremos que tal alegação encobre uma grave limitação presente no núcleo mesmo do aludido modelo, qual seja: a de pensar a constituição da economia brasileira como uma mera projeção imediata do capital comercial noplano da produção.
II. Espirito de Acumulação,Autoconsumo e Marginalidade
Um corolário imediato do "sentido da colonização" está no fato de que tanto colonizadores como seus descendentes deveriam estar empolgados pela ideia da acumulação. Ora, no correr do tempo evidenciou-se que tal pressuposto não se cumpriu inteiramente. Uma parcela expressiva da população parece ter ficado infensa àperspectiva da acumulação;1 de outra parte, associados aos que não desejavam participar do aludido processo de "enriquecimento", encontraremos os que, embora pudessem estar desejosos de alcançar tal participação, não conseguiram efetivar tal anelo, pois, como fartamente sabido, os processos de acumulação no Brasil marcaram-se pela alta concentração da riqueza e pela consequente excludência de largosefetivos populacionais. Vemo-nos, portanto, em face de crescentes segmentos populacionais quese viram , por vontade própria ou em decorrência do próprio funcionamento da economia, cada vez mais apartados do referido processo de acumulação.
Pensamos no tratamento emprestado à agricultura de subsistência. O risco maior envolvido em tal bipartição está, cremos, de u m lado, em extremar-se oisolamento do processo de acumulação vinculado ao mercado interno e, por outro, em emprestar-se um peso mais do que o devido ao processo de acumulação concernente à produçãodirigida ao mercado internacional.

IV. Terra: Propriedade Plena e Usufruto
Fixemos, pois, uma outra qualificação ao modelo em tela: ao atribuir, no respeitante à nossa formação económica e social, papel determinante à grandelavoura, o autor teve de prender-se às questões afetas à propriedade da terra vendo-se remetido, imediatamente, à produção em Sarga escala efetuada no latifúndio escravista e monocultor. Caso emprestemos, quanto àquela formação, papel de relevância - ou papel co-determinante, como diríamos - à assim chamada agricultura de subsistência, seremos levados à consideração de uma dimensão complementar à...
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