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O Realismo em Portugal
No século XIX, Portugal era um país atrasado em relação aos demais países da Europa. Boa parte da população concentrava-se no campo, assim, os avanços da Revolução Industrial não haviam progredido muito nas terras lusitanas. Com exceção das estradas de ferro, construídas com empréstimos da Inglaterra, Portugal não apresentava muitos sinais de modernidade. Diante desse cenário, coube aos estudantes universitários, sobretudo aos da Universidade de Coimbra, a mais antiga do país, discutirem a questão do atraso econômico de Portugal. Lideraram as discussões Eça de Queirós, Antero de Quental e Oliveira Martins, pertencentes à Geração de 1870.

O mais revolucionário foi Antero de Quental, que se envolveu em uma polêmica com António Feliciano de Castilho, conhecida como Questão Coimbrã.

Autores
Eça de Queirós
José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 — Paris, 16 de agosto de 1900) autor de O primo Basílio (sua obra mais conhecida), que, como Madame Bovary (Gustave Flaubert), trata do adultério e da futilidade de certas mulheres burguesas e O crime do padre Amaro, que, como sugere o título, faz críticas à Igreja Católica.

Antero de Quental
Antero de Quental (1842-1891) foi poeta e filósofo português. Foi um verdadeiro líder intelectual do Realismo em Portugal. Dedicou-se à reflexão dos grandes problemas filosóficos e sociais de seu tempo. Contribuiu para a implantação das ideias renovadoras da geração de 1870. Antero de Quental expressa em seus sonetos a sua inquietação religiosa e metafísica constituindo a parte mais importante de sua obra: "Sonetos de Antero" (1861), "Primaveras Românticas"(1872), "Sonetos Completos" (1886), "Raios de Extinta Luz" (1892). É considerado, ao lado de Bocage e Camões, os grandes sonetistas da literatura portuguesa.

Oliveira Martins
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (Lisboa, 30 de Abril de 1845 — Lisboa, 24 de Agosto de 1894) foi um político e cientista social

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