saude publica

Páginas: 46 (11283 palavras) Publicado: 1 de maio de 2014

Curso: Cursos do Programa Proficiência Nível Médio - T
Disciplina: Os agravantes e o recrudescimento das doenças (re)emergenciais no Brasil - M V3
>> Núcleo Temático 3 > Unidade de Estudo 1
Na mira do mosquito: combatendo a dengue
OBJETIVOS
Visualizar o panorama da dengue no Brasil, ressaltando ações efetivas à prática de enfermagem.
Colega auxiliar/técnico de enfermagem, chegamos aoúltimo Núcleo de Estudos do curso!
Daremos continuidade a essa jornada com a abordagem sobre a dengue, um tema que, para nós brasileiros, tem se tornado cada vez mais frequente e um grande tormento. Nas épocas endêmicas, basta assistir a televisão, ler jornal, acessar a internet e, em todo lugar, só ouvimos falar dessa problemática, não é mesmo?

Pois bem, vamos em frente para conhecer um poucomais sobre a dengue e melhor assistir nossa população, na tentativa de sair da mira do mosquito, invertendo as posições. Acertemos o alvo!
Você considera a dengue como uma doença “contemporânea” ou uma “nova epidemia”? Antes de começarmos a falar de epidemiologia, agente etiológico, vetores, etc., reflita sobre o histórico dessa doença. Esse conhecimento é fundamental para um mapeamento do avançomundial da dengue.
Histórico
Embora o tema pareça novo, a dengue é conhecida desde o século XVIII, identificada em textos médicos pós-surtos epidêmicos na África, Ásia e América do Norte. De sinonímia “quebra ossos”, essa expressão é oriunda de breakbone fever (febre do quebra ossos) e foi introduzida por Benjamin Rush, quando associou a doença aos sintomas artralgia, mialgia intensa e febre. Eledescreveu o quadro clínico da dengue durante uma epidemia em 1778, na Filadélfia. Sobre a febre hemorrágica da dengue (FHD) e a síndrome do choque da dengue (SCD), elas foram reconhecidas em 1950, descritas por Hamon.
A dengue foi disseminada mundialmente por meio das embarcações, na indústria da navegação e comércio, nos séculos XVIII e XIX. Com o Aedes aegypti como “passageiro”, as epidemiasnas regiões portuárias foram devastadoras. No século XX, no sudeste asiático, danos ambientais causados pela II Segunda Guerra Mundial, o rápido crescimento econômico e o aumento do tráfego comercial levaram ao aumento exponencial da transmissão de dengue, houve o início de uma pandemia, acarretando a emergência pela dengue hemorrágica.
Já no início dos anos 1970, tivemos uma descontinuidade dosprogramas para combate da febre amarela, na erradicação do mosquito causador, gerando reinfestação pelo vetor nas Américas.
Veja, abaixo, um esquema retratando historicamente o avanço mundial da dengue.

Após a verificação do cenário histórico da dengue, vamos verificar os aspectos epidemiológicos?
O risco de contaminação, calculado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 2,5 bilhões depessoas (40% população mundial) que vivem em áreas tropicais e subtropicais.
Nas últimas décadas, a ocorrência da dengue teve ênfase, principalmente, em áreas tropicais e subtropicais. Por isso, é considerada atualmente como uma importante doença tropical, já que os casos da doença vêm aumentando drasticamente no mundo.
Você Sabia?
Você sabia que, todos os anos, são relatados no mundo de 50 a100 milhões de casos de dengue, 500 mil casos de dengue hemorrágica e 12 mil mortes (no mínimo)?
Em 2005, entre os 320 mil casos de dengue nas Américas, 2/3 aconteceram no Brasil. E o fato mais grave é que, em 2001, o País apresentou mais de 390.000 casos da doença.
Por essas razões, a dengue é uma das doenças de notificação compulsória e de investigação obrigatória, principalmente quando seregistram os primeiros casos de dengue clássica (DC) em uma área ou caso suspeito de febre hemorrágica da dengue (FHD). Ressaltamos que os óbitos devem ser investigados imediatamente.
Como vimos na unidade de estudo 1 do núcleo temático anterior, a Portaria MS n. 104, de 25 de janeiro de 2011, que revogou a Portaria MS n.2.472, de 31 de agosto de 2010, define em seu anexo II a Lista de Notificação...
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