Saturação / michel maffesoli / resenha

Páginas: 11 (2683 palavras) Publicado: 29 de abril de 2013
Prefácio à Edição Brasileira
O autor inicia prefácio comparando o fato da matriz social estar em uma onda gigantesca, e diz que a sua conseqüência é uma ressaca. O autor quer apresentar com isso que a atitude da elite pensante está resultando em vários problemas os quais não se pode imaginar a amplitude.
Ele fala também da importância de ter humildade para reconhecer a mudança queesta ocorrendo, essa mudança segundo o autor é uma passagem de um estado de coisas a outro e que não é algo novo, essa mudanças estão ocorrendo a tempos, e tais mudanças consistem em um retorno violento de coisas que já julgávamos ultrapassadas, esse retorno é a ressaca que ele menciona no incio.
Ele apresenta o conceito de saturação, o que importante, uma vez que é o nome da obra esegundo o seu conceito, faz com que ao ler o nome do livro, entenda do que se trata. Saturação corresponde a um processo, quase químico, que dá conta da desestruturação de um dado corpo e que é seguida pela reestruturação desse corpo com os mesmos elementos daquilo que foi desconstruído. Essa saturação que Maffesoli se refere nada mais é que o efeito da matriz social infecunda, ou seja, a ressaca;ela se encontra na filosofia, na literatura, na política e também na existência do cotidiano, uma vez que se trata (...) de uma estrutura antropológica.
As mutações, transmutações e ondas que resultam na ressaca normalmente gera temor e terremotos o que provoca medo. Assim o autor conclui que é mais fácil permanecer no conformismo do que mudar e é isso que a elite pensante deseja:permanecer no conformismo para não ter graves consequência, o que não é totalmente certo, visto que esse conformismo também gera consequências, as quais na maioria das vezes não são boas. O conformismo consiste em não considerar o objeto para poder estudá-lo, ou seja, instala-se uma recusa de enxergar o vivido.
O autor Maffesoli diz que mesmo em tempos de crise a “elite pensante” insiste emtentar permanecer com valores que foram elaborados num dado momento (séculos XVII-XIX) num dado lugar: a Europa, atitude que não garante nada, uma vez que esses valores não são adaptáveis a realidade de hoje. Sendo assim não adianta querer continuar acreditando nos valores passados, que davam certo em uma sociedade passada, é preciso aceitar a realidade e viver com base nela.

Apocalipse
-OpiniãoPública / Opinião Publicada
O autor dá inicio dizendo que em período de mudança é urgente encontrar palavras, se não totalmente adequadas, pelo menos que sejam menos falsas possíveis para poder descrever adequadamente o que está emergindo; a utilização de palavras “fora do seu tempo, ou acontecimento” pode acarretar em interpretações errôneas.
Maffesoli afirma que nada adianta quererutilizar ideais passados, no caso ideologias elaboradas nos séculos XVIII e XIX, para justificar, ou remendar, o que ou com o que acontece hoje. Portanto o ideal é desconsiderar essas ideologias.
Isso é visto como algo difícil de realizar, visto que confunde-se opinião pública com opinião publicada; é complicado não se ater ao aprisionamento dogmático pois as pessoas acreditam que é isso que todaa população deseja, sendo que não é, e corresponde na verdade aquilo que a minoria, ou seja, a “elite pensante” deseja. A opinião publicada (...) continua a repetir exaustivamente algumas ideias convencionais, lugares-comuns e outras verborragias com base nos bons sentimentos. Esse é o objetivo do que o autor denominou como midiocracia, a qual é responsável por uma mediocridade generalizada.Ele mostra que está ocorrendo um retorno ao original através do original, e é esse retorno que a crise a qual estamos vivendo expressa: um retorno aos fundamentos, aos fundamentais. A crise ocorre basicamente em dois ciclos, primeiro acontece o seu apogeu e depois o seu hipogeu, respectivamente significa uma aceleração ou mesmo uma intensificação da energia, e logo o seu retorno ao...
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