RUBY Christian

Páginas: 6 (1262 palavras) Publicado: 22 de maio de 2015
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
DEPARTAMENTO DE POLÍTICA

Política II - 2015.1
Alunas: Cinthya Tolentino
Dara Coema


Resumo

Texto: RUBY, Christian (1996). A modernidade e a unidade pela vontade in Introdução a Filosofia Política. São Paulo. Editora Unesp. Pg. 63-76

No capítulo 3 de Introdução a Filosofia Política, Ruby fala sobre a emergência da modernidade (o humanismo,racionalismo, Luzes) que obriga a filosofia política a reestruturar suas teses e apresenta autores e suas teorias que procuravam trazer a política de volta.

Nasce um poder que não se funda mais sobre o direito divino e os filósofos procuram se distanciar da Idade Média, trazendo uma política que inaugura o novo. O protesto ante o despotismo e o conflito da Reforma e Contra-Reforma leva a separação doreligioso e político e a valorização da liberdade de consciência. A filosofia política dessa forma busca redefinir questões culturais, noções linguísticas, origem do Estado e seu objetivo (o bem comum), etc., indo contra dogmas políticos que aspirem reforçar a crença na autoridade divina, alcançando assim a “verdade efetiva das coisas”.

Soberania em Bodin

O autor parte da questão de soberania emBodin, citando diversas obras (O Príncipe de Maquiavel, Utopia de Thomas More, Instituição do príncipe cristão de Erasmo, Carta à nobreza cristã de Lutero) que demonstram a emergência dos Estados modernos em contraste ao mundo transcendente. A filosofia política questiona a formação da sociedade política e a finalidade do estabelecimento do Estado. A invenção moderna do direito vai contribuir paradefinir a condição que leva os homens a viverem juntos como corpo político. Esse questionamento começa na discussão acerca das noções. Traduzir noções latinas, inscrevê-las nas línguas nacionais e chegar à construção de novas formas de pensamento. No caso da soberania, antes a noção de soberano designava uma pessoa física. O termo denominava um rei, mas passa a significar o ato de um sercoletivo, o exercício da vontade geral. Tal ato manifesta a capacidade da vontade suprema de instituir o corpo político, unidade e indivisibilidade do povo. A soberania assim não é mais atribuída a UM poderoso, mas transmitida ao Estado. Bodin assina essa mudança ao inventar na teoria o Estado moderno, um sistema articulado, com ordem jurídica e autoridade independente e faz da soberania a própriasubstância do Estado. Um sistema político tem por objetivo reconduzir a multidão à unidade de um princípio, mas no caso do Estado moderno, o próprio princípio fundador, o poder de legislar que é perpétuo e passa de governo em governo, serve de princípio, sem recurso à transcendência, ao divino.

A força ou a razão

No tópico seguinte “A força ou a razão” começa com a discussão do Enigma do poder. Afilosofia política revela a violência que permeia o exercício do poder, que com justificações para obter a obediência, se utiliza de máscaras, que a razão ilumina. A razão protesta contra o uso da força e o recurso à guerra. Mas com a modernidade, Deus não é mais a origem constitutiva do poder ou a unidade responsável pela política. O corpo político dispõe de suas próprias leis (quer Deus exista, quernão). O fazer política é questionar o status quo, começar algo novo. A razão revela o homem que constrói a si mesmo, traz a ruptura com a tradição, a liberdade de um espírito crítico da autoridade e a reconstrução da política.

A condição do Estado segundo Maquiavel

Por muito tempo se preferiu-se dizer que os homens deveriam ser bons, ignorando a realidade de seres que possuem desejos e egoísmos.A política deve partir da análise do presente, não de uma ilusão. As primeiras filosofias políticas modernas realizam um trabalho de revisão do espírito político. Maquiavel revisita a Antiguidade Romana para afirmar a originalidade do presente, apresentando novos encargos do príncipe, influência do povo na política e critica a política anterior. Em O príncipe e Discursos sobre a década de Tito...
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