Rompendo com a alienação

Páginas: 24 (5924 palavras) Publicado: 6 de maio de 2013
Capitulo III

Serviço Social: Rompendo com a Alienação

O século XX e a “questão social”
A grande depressão arrastando-se por toda a Europa espalhara seus efeitos, com maior ou menor intensidade, por todos os países [...] a classe dominante concentrava seus esforços nas tentativas de recuperação da economia, buscando estratégias que lhe pudessem trazer a expansão de seu capital comoretorno. Somente nos primórdios do século XX é que o quadro se tornou um pouco mais estável, determinando [...] certa queda no nível de tensão reinante. Por outro lado, no plano da relação capital-trabalho, os avanços do movimento operário e o amadurecimento de seu processo organizativo mantinham a classe dominante em estado de permanente ansiedade. Assim, mesmo sem poder fazer previsões segurassobre a marcha dos acontecimentos do século XX, pelo menos duas situações eram claras:
1) A “questão social” estava posta no centro do palco histórico, em toda a sua plenitude;
2) No confronto entre suas grandes personagens, o domínio de cena já não era mais do capital.
A sociedade capitalista estava á beira do colapso, com uma economia deteriorada e com um quadro social bastantepreocupante, em que os índices de desemprego cresciam e o pauperismo se generalizada. O final da terceira década do século XX foi marcado por uma crise econômica mundial muito mais densa e profunda do que todas as crises provocadas pela Grande Depressão. As possibilidades de reversão desse quadro eram vistas de forma sombria pela classe dominante que, aliada ao Estado, conjugava esforços, tendo emvista a recuperação da economia. Desenvolvendo mecanismo de absorção do excedente com isso garantindo a manutenção do crescimento, os monopólios foram fortalecendo-se e com eles as alianças da classe dominante entre si, e com o próprio Estado. Entre os anos de 1930 e 1940, até mesmo o direito de associação voltou a ser contestado, o que levou a uma coercitiva vigilância sobre a ação dos sindicatos.A violência atingia o sindicato como figura jurídica institucionalmente estabelecida, mas se voltava também contra seus membros, em especial aqueles que exerciam cargos de direção. Assim como cresciam os impérios econômicos, a medida que o capitalismo monopolista ganhava solidez, crescia também a pobreza e generalizava-se a miséria. Ganhando até mesmo as ruas em busca de alimentos e auxiliopecuniário, o pauperismo bradava por um atendimento mais adequado. As novas estratégias de atendimento á “questão social’’ precisavam, portanto, levar em conta essa nova organização societária, em que operava uma renovada correlação de forças: de um lado um combativo proletariado, de outro uma defensiva classe dominante, ambos circundados por uma pauperizada e faminta massa de trabalhadores já expulsosdo mercado ou nele esperando adentrar. (pag. 94/95).
O numero de assistentes sociais crescera, não só no continente europeu como também no americano, e sua prática já ganhara foro profissional propriamente dito. Operando sempre com a identidade atribuída pelo capitalismo e realizando uma pratica por ele determinada, o Serviço Social era “uma entidade global mítica, acima do mal e abaixo dobem”, ostentando um perfil de contornos inespecíficos e indefinidos.
Racionalização da pratica da assistência
Trabalhar no contexto da estrutura e das relações sociais que peculiarizavam a sociedade do pós-guerra era a tarefa que a classe dominante reservava para os assistentes sociais naquele momento. Não se tratava de empreendimento de fácil execução, pois historicamente a realização dapratica assistencial esteve bastante distanciada das relações sociais, associando-se mais á noção de caridade.
Desde a Antiguidade há referencias á pratica da assistência com essa conotação. No velho Egito, na Grécia, na Itália, na Índia, enfim no mais diferentes pontos do mundo antigo a assistência era tarefa reservada as confrarias, que tem sua origem nas Confrarias do Deserto, cujo...
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