Romanização da Península Ibérica

Páginas: 8 (1992 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
Nos finais do século IV a. C. uma nova potência assume protagonismo no Mediterrâneo Ocidental: Roma.
A primeira grande diferença entre o Império Romano e os que o precederam reside no facto do processo expansionista deste ter sido progressivo e lento mas, contudo, seguro. O Império Romano não é obra de uma dinastia, mas sim de um longo processo territorial, garantido por numerosas gerações dedirigentes políticos e militares.
Uma outra característica que diferencia este império dos antecedentes é o facto de Roma não submeter pela força os povos que vai conquistando ao longo da sua expansão; o seu domínio é feito através de implementação de novas realidades administrativas, que, no entanto, tentam adaptar-se às diferentes formas de exercício do poder dos distintos locais.
Em termosgerais, o processo de romanização pode ser definido como a criação de uma nova ordem territorial. Esta nova ordem territorial incluía novas realidades político-administrativas e um processo de complexificação social. A eficácia do exercício do poder e a circulação das diretivas saídas dos diferentes órgãos do Estado foram asseguradas pela criação de um bom sistema de comunicações.
Na PenínsulaIbérica, sob a designação genérica de "período do domínio romano", incluem-se fases de desenvolvimento distintas, apesar de existir a tendência de considerar a presença romana (mais de seis séculos) como uma única realidade.
Os Romanos começaram a conquista da Península Ibérica pelo ano 218 a. C., durante a Segunda Guerra Púnica, entre Roma e Cartago, em que as tropas comandadas por Cneu Cipiãodesembarcaram em Ampúrias. Durante vários anos lutaram contra o domínio dos Cartagineses, acabando por expulsá-los da Península em 206 a. C., com a conquista de Cádis, passando a dominar o litoral mediterrânico. Seguiram-se as lutas contra os povos peninsulares. Durante os anos de 206 e 205 a. C. as tropas de Roma enfrentaram e venceram algumas sublevações dos poderios indígenas no Sul da Península.Desde estas datas considerou-se a administração efetiva romana no extremo ocidental do Mediterrâneo. Uma vez instaurada a paz, em finais do século III a. C., a Península Ibérica teve inicialmente uma ocupação romana de cariz militar, garantindo assim o controlo e exploração do território. Só em 197 a. C. se pôs em marcha o primeiro projeto de criação de uma administração provincial. Nesse mesmo ano, oterritório ocupado foi dividido em duas províncias: a Hispânia Ulterior, a ocidente, e a Hispânia Citerior, a oriente. Nesta altura, as regiões administradas deveriam somente abranger a faixa litoral, dos Pirenéus até às faldas da Sierra Morena. O novo sistema administrativo manteve-se por bastante tempo com as duas províncias.
A partir de 194 a. C. há notícias dos primeiros confrontos entreLusitanos e Romanos, entre os chefes Lusitanos sobressaíam Viriato e Sertório. Os Lusitanos acabaram por sofrer sucessivas derrotas durante os anos seguintes, reforçando estes a sua presença através da ocupação de novas regiões. No entanto, a primeira grande campanha romana no atual território português só se efetuou em 138 a. C. A iniciativa desta investida esteve a cargo do novo governador daUlterior, Décio Júnio Bruto. Este fixou o seu quartel-general junto à cidade de Morón, no vale do Tejo, e fortificou Olisipo, possibilitando assim um fácil abastecimento às tropas em campanha por via marítima. Júnio Bruto avançou em direção ao norte, mas contornou as regiões montanhosas do interior, evitando desta forma confrontos com as populações das montanhas. Tudo leva a crer que a campanha setenha desenvolvido ao longo da faixa litoral portuguesa, traçando, provavelmente, o percurso que mais tarde iria dar origem à estrada que ligaria Olisipo a Bracara. Uma vez terminada a campanha, as tropas dirigem-se para sul e tudo indica que não deixaram qualquer guarnição no Noroeste. Nos anos que se seguem não existem indícios de conflitos entre Romanos e os povos autóctones.
Nos princípios do...
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