Roland Barthes

Páginas: 8 (1942 palavras) Publicado: 22 de junho de 2014
Roland Barthes em A Câmara Clara, faz uma abordagem filosófica sobre a fotografia e
os seus diferentes campos de visão e compreensão.
“… eu não estava certo de que a fotografia existisse, de que ela dispusesse de um
‘génio’ próprio.” (1). Nesta citação deparamo-nos com a primeira incerteza do autor pois
para ele a fotografia é um congelar de acontecimentos passados é um espelho do queaconteceu, pois já ocorreu.
A fotografia não pode ser classificável, é a perspetiva do operador, não há maneira de
classificar algo que aconteceu naquele momento com aquele objeto pois tal não se irá
repetir, esta no passado.
Cada imagem provoca uma diferente emoção em cada spectator, cada espetador retira
as suas próprias conclusões e emoções ao observar certa imagem. Para Roland, uma
fotografiaque não lhe desperte emoção não lhe interessa.
Ele define operador como sendo o fotógrafo, aquele que observa o objeto em primeiro
lugar. Spectator é o espectador, somos todos nós, aquele que observa a fotografia.
Spectrum é a história geral da imagem, aquilo que realmente é.
“ A Foto-retrato é um campo cerrado de forças. Quatro imaginários aí se cruzam, aí
se afrontam, aí se deformam. Dianteda objetiva, sou ao mesmo tempo: aquele que eu
me julgo, aquele que eu gostaria que me julgassem, aquele que o fotógrafo me julga e
aquele de que ele se serve para exibir a sua arte.” (2)
Ao ser objeto de uma imagem, “o alvo” como denomina o autor, acaba sempre por
proceder a ação de posar para a fotografia, é algo que não dá para contrariar. Ao ser
fotografado, Barthes deixa de ser osujeito e passa a ser o objeto que ele próprio
classifica como a “Morte”.
Segundo Barthes há imagens de que gostamos e outras nem por isso, ele próprio não
consegue gostar de todas as imagens que o mundo lhe tem oferecer mesmo tentando
compreende-las, por vezes não existe ligação.

(1)

Barthes, Roland, A Câmara Clara, Editora Nova fronteira versão PT-BR, Pág.12

(2)

Barthes, Roland, ACâmara Clara, Editora Nova fronteira versão PT-BR, Pág.27

As fotografias produzem no autor uma ação a que ele chama de “aventura”. A aventura
é o que liga o spectator ao spectrum e que ele cita “… de repente, tal foto; ela me
anima e eu a amino”

, este é o “estalo” que conecta o autor as imagens que lhe

(3)

interessam, “…vejo, sinto, portanto noto, olho e penso.” (4).
Barthes afirma queexistem dois elementos presentes na imagem: Studium e Punctum.
“É pelo studium que me interesso por muitas fotografias …”

(5)

. Resumidamente o

studium é a história da imagem, é o testemunho do acontecimento congelado na
fotografia.
“… pois punctum é também picada, pequeno buraco, pequena mancha, pequeno
corte…” (6). Resumindo punctum é ou são ponto ou pontos que nos chamam daimagem,
algo que consegue captar a nossa atenção.
O autor refere que algumas imagens, para ele, só contém um studium, ou seja, só lhe
desperta um “meio gostar”.
“Reconhecer o studium é fatalmente encontrar as intenções do fotógrafo…” (7), ou seja,
encontrar a história da imagem é criar uma ligação com o fotógrafo nunca abandonando
o lugar de espectador sendo sempre influenciado o studium com anossa opinião.
“… a Fotografia tem com a História a mesma relação que o biografema com a
biografia.”

(8)

. Com isto o autor remete-nos para a fotografia de reportagem,

fotojornalismo. Esse tipo de fotografia tem tido, ao longa da História, o objetivo o
informar o espectador, a Fotografia são pequenas ações congeladas da História e
biografemas são o mesmo no que se refere a biografias,são pequenos traços
bibliográficos que nos chamam a atenção e informam.
Mais uma vez o autor remete-nos para a “Morte” representada nas imagens interligando
com o teatro, pois o retratado da imagem passa a ser objeto logo esta morto tal como
uma peça de teatro em que os atores representam mortos.

(3)

Barthes, Roland, A Câmara Clara, Editora Nova fronteira versão PT-BR, Pág. 37

(4)...
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