rito brasileiro

Páginas: 13 (3093 palavras) Publicado: 18 de junho de 2013
História da criação do RITO BRASILEIRO

Irm Hercule Spoladore *


Fala-se que o Rito Brasileiro teria tido uma origem aparentemente romântica em Pernambuco, quando comerciante e maçom José Firmo Xavier, pertencente à Grande Loja Provincial de Pernambuco provavelmente pertencente ao Grande Oriente do Passeio, no século XVIII segundo alguns autores em 1878 e segundo outros em data muitoanterior ou seja, mais ou menos em 1848, o qual com um contingente além dele e mais 837 maçons, elaboraram uma Constituição Especial do Rito Brasileiro, colocando o mesmo sob a tutela de D. Pedro II e do Papa. Existem depositados na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, dois documentos que pertenceram a D. Pedro II que nos dão informações sobre esta entidade e que tem o seguinte enunciado:
"Const.:Maç.: do Esp.: Rit.: Braz.: de Nob.: e Aug.: Caz.: Cor.: Liv.: sob os Ausp.: de S.: M.: I.: S.: D.: P.: S.: I.: B.: meu AU.: e Pod.: Grd Ord.: Braz.: em todo o Circulo do Império Brazileiro. Oferecido S.: M.: I.: D.: P.: S.: I.: do Braz.: Alt.: e Pod.: Sen.: Gr.: Mest.: da Ordem Brazileira".
Entretanto, a D. Pedro II que, nunca foi maçom, José Firmo Xavier lhe outorgou o grau 23º, e oconsiderava o Grande Chefe Protetor, quanto a si, auto-intitulou-se como O Grande Chefe Propagador "ad vitam" sendo que, no caso de seu falecimento seria substituído por um Grande Chefe Conservador. Senão estranho, todavia, muito curioso e interessante.
Tratam-se estes documentos de manuscritos que foram oferecidos ao Imperador, pensando que o mesmo aceitasse ser Grão-Mestre, ou no mínimo o Protetordeste movimento que pretendiam fundar. Entretanto, D. Pedro II, muito embora nunca tenha sido inimigo da Maçonaria, jamais pensou em ser maçom. Guardou os documentos e posteriormente os entregou à Imperatriz Dona Thereza Cristina Maria de Bourbon. Daí a explicação porque estes documentos estão no Museu Nacional, felizmente até certo ponto, porque se estivessem em algum arquivo ou biblioteca de algummaçom temos a certeza de que dificilmente teríamos notícia desta preciosidade.
Aquele Rito, naquela ocasião não vingou, porque entre outras contradições, não aceitava que fossem iniciadas pessoas que não fossem nascidas no Brasil, mostrando um nacionalismo inconseqüente e, além do mais, D.Pedro II não estava muito interessado em Maçonaria, apesar de seu pai ter sido maçom. Assim como, não temlógica um rito maçônico se colocar sob a tutela do Imperador e do Papa.
Estamos mencionando este fato mais como uma citação, diga-se de passagem, porém sem considerá-lo como um movimento maçônico propriamente dito, e sim como uma sociedade secreta nos moldes da Maçonaria para se colocar a serviço do Imperador e da religião católica, talvez até com fins políticos, ou ainda para obter as benesses doImperador.
Esta história caiu no esquecimento e este "Rito" que pretendiam fundar não deu certo. Mas, depois de iniciada a Primeira Grande Guerra Mundial, em 1914, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, o irmão Lauro Sodré (Lauro Nina Sodré e Silva, nascido em 17.10.1858, em Belém do Pará e falecido no Rio de Janeiro em 16.06.1944 -Iniciado na Loja "Harmonia", de Belém, PA, em 01.08.1888),através do Decreto Nº 500, datado de 23.12.1914, 0 Ilustre Conselho Geral da Ordem aprovou o reconhecimento e incorporação do
Rito Brasileiro entre os que compõem o Grande Oriente do Brasil, com os mesmos ônus e direitos, regido liturgicamente pela sua Constituição particular.
Existem autores que ligam este fato a militares nacionalistas. Não nos parece provável, poderia até existir militaresligados à fundação do Rito, como sempre eles estiveram presentes no GOB em toda a sua existência não tanto por sua situação de militar, mas sim como verdadeiros maçons e idealistas da Ordem. Este é um fato inconteste que não se pode negar. Entretanto, não progrediu o Rito naquela época, mesmo seguindo-se mais dois Decretos complementares impondo e confirmando a legalidade do Rito assinados pelo...
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