RI Relaçoes Internacionais

Páginas: 9 (2118 palavras) Publicado: 28 de outubro de 2014
A dificuldade da Presidenta Dilma Rousseff em lidar com algumas questões centrais da economia nacional tem causado grande desgaste a imagem de seu governo e prejudicado a credibilidade quanto à busca de saídas para o baixo crescimento econômico do país. A ausência de sinais claros pela equipe econômica do governo tem ocasionado certo “pessimismo” quanto as reais tendências futuras a seguir pelapolitica econômica do Brasil. Ao abordar tais aspectos, este artigo procura demonstrar como a “frente política” ampla e policlassista e, de certo modo instável, formada no Governo Lula e mantida pelo Governo Dilma é um dos principais motivos que impede a execução de medidas econômicas coerentes com o desenvolvimento nacional.

Metodologicamente esta análise se procederá num primeiro momento com aidentificação das classes e frações de classes que integram esta frente política[1]. Em seguida, busca-se demonstrar a lógica que sustentou essa frente política na última década. E por fim, procura-se ilustrar de forma sumária, que as contradições no interior da ampla e contraditória frente política impedem o desenvolvimento de medidas econômicas coerentes com o desenvolvimento nacional.A composição da frente política dos Governos Petistas

Quero nesta primeira parte do artigo identificar a composição da “frente política” de sustentação dos governos Petistas, Lula da Sila e Dilma Rousseff respectivamente. Sem tentar afirmações acabas, será plausível admitir que as classes e frações de classe que são os personagens dessa frente política são: a grande burguesiainterna, o operariado urbano e a baixa classe média, o campesionato, os trabalhadores desempregados ou “autônomos” e a massa marginal.

A grande burguesia interna, fração hegemônica dessa frente política, esta distribuída em inúmeros setores da economia nacional como; na mineração, na construção pesada, na indústria de transformação, nos grandes bancos privados e nas estatais decapital predominantemente nacional. O aspecto comum que integra todos esses setores é a reivindicação para o favorecimento e para a proteção pelo governo na concorrência com o capital estrangeiro.

Por sua vez, o operariado urbano e a baixa classe média, por intermédio do sindicalismo (Centra Única dos Trabalhadores – CUT, dentre outras) e do Partido dos Trabalhadores (PT), também têmuma participação organizada nesta frente política. Na verdade, foram essas forças que criaram o instrumento partidário dessa frente política: o PT. Apesar do operariado urbano e a baixa classe média continuarem presentes no PT, não figuram mais como a força dirigente do partido.

De forma ativa e organizada também esta presente na frente política o campesionato. Organizações deluta pela terra como, por exemplo, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e organizações baseadas em camponeses e em trabalhadores rurais assalariados, como a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), representam a diversidade da situação do trabalhador no campo. Além desta diferença entre trabalhadores assalariados e camponeses, existem distintas camadas no interior docampesinato. Por um lado há o camponês remediado, que reivindica assistência técnica, financiamento para a produção, mercado e preço para seus produtos. E por outro existe o camponês pobre, constituído pelos camponeses sem-terra ou com pouca terra, que reivindicam a desapropriação de terras ociosas e uma política agressiva de abertura de novos assentamentos.

Os trabalhadoresdesempregados, subempregados, autônomos correspondem a “massa marginal” da frente política. Para fins explicativos, a massa marginal divide-se em dois setores. Parte da massa esta organizado em movimentos populares reivindicativos, os chamados “movimento de urgência”, como, por exemplo, acontece no Brasil com os movimentos por moradia. Esse movimento é formado por variadas organizações que atuam em médias...
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