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5876 palavras 24 páginas
MESA REDONDA – 2
SOCIEDADES EM REDES, CIDADES GLOBAIS, TECNOLOGIAS
INFORMACIONAIS E A CONSTRUÇÃO DA VIVÊNCIA URBANA
CONTEMPORÂNEA

23 de agosto de 2005 | Das 19h às 22h
Cidade: Fixos e Fluxos

Lucrécia D’Alessio Ferrara
Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica – PUCSP

Resumo
Neste trabalho procura-se:
1. as diferenças históricas e sociais que assinalam as manifestações da cidade cosmopolita no auge do século XIX, a metrópole que ampara a expansão industrial e o adensamento populacional e a megalópole da atualidade marcada pela comunicação em rede,
2. a partir dos conceitos de fixos e fluxos modeladores da transformação urbana, estuda-se e compara-se a semiótica do imaginário que surge e se desenvolve na três manifestações anteriores e, sobretudo, suas conseqüências para as relações comunicativas e possíveis atuações inspiradas pela informação produzida.

Palavras-chave – cidade, imaginário, comunicação, informação, ação, semiótica
“A aceleração contemporânea impôs novos ritmos ao deslocamento dos corpos e ao transporte das idéias mas, também, acrescentou novos itens à história”
(Santos, 1993)

1. O imaginário do lugar nos fixos da cidade
Sons, cores, tons, cheiros, imagens, palavras, personagens, dramas e cenas. Essa é a alucinante experiência de diferentes sensações provocadas pela emergência do novo modo de produção inaugurado pela técnica e pela mecânica da Primeira Revolução Industrial e desenvolvida pela Revolução Industrial Eletroeletrônica. A cidade é o suporte daquela explosão sensível, mas sua realidade de adensamento populacional, produção, reprodução e consumo de bens faz dela uma mídia que é sempre renovada ou renascida, ainda que utilize, para isso, distintos apêndices ou suportes, tecnológicos ou não.
No momento em que os ambientes estão cada vez mais técnicos e as ações se deixam modelar mecânica e eletronicamente, ler a cidade como texto da cultura é um imperativo social e científico. Nesse mundo de ações e objetos

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