Resumo livro antropologia e comunicação prncípios radicais de josé carlos rodrigues

Páginas: 14 (3416 palavras) Publicado: 26 de abril de 2011
Da ciência à sapiência

Os homens, quando pensam o mundo, fazem-no por meio de categorias intelectuais, mas toda fragmentação a que o mundo seja submetido pelo pensamento é arbitrária. Na melhor das hipóteses, seria o mundo mais o ser que o pensa. As divisões do “real” não têm existência “objetiva”, dependem do ser que procedeu à parcelização.

Nada fundamenta que as divisões do mundo que nossão apresentadas como“naturais” correspondam a algo existente “lá” na natureza: os “reinos”,as “categorias” indivíduo, grupo e sociedade... Nada garante que não correspondam apenas a leituras singulares do mundo.

Deparamos com problemas de premissas (princípio que dá base a um raciocínio) quando levantamos hipóteses e tentamos explicações cabais acerca as relações dos seres com a natureza.Quando consideramos as relações de um organismo com o mundo ou com outro organismo, tacitamente admitimos que uma linha demarcatória separe o organismo do meio, que “organismo” e “meio” existam como entidades diferentes e que indivíduos sejam
separáveis de indivíduos, cada um sendo uma plenitude em si. Mas será que estas separações, operadas por e no pensamento, encontrariam correspondência nomundo “objetivo”?

Assim, as premissas a partir das quais tem sido abordada a questão das “relações dos seres com a natureza” dificilmente resistiriam à reflexão: Haveria “natureza” sem os “seres” que a
povoam? A “natureza” não é outra coisa senão um conceito, o do somatório
ou meio de união dos entes que a compõem? Cada organismo “individual” não tem sua origem em dois organismos“individuais”? O “individual” não se torna, pois, abstração mais e mais impalpável?

Afinal de contas, o que é “natureza”? O que é “ser”? O que autoriza pensar os “seres” como
separados da “natureza”? Onde começa, onde termina, no tempo e no espaço, um ser “individual”? Qual o limite entre um “ser” e outro? Das soluções iniciais, não comprováveis, irão se desdobrar raciocínios e mais raciocínios, nosdiferentes sistemas de pensamento, querendo demonstrar que tais e tais verdades derivadas são “verdades comprovadas”, fundamentadas no “ser das coisas.
Há vários séculos nossos filósofos vêm pateticamente se esforçando para comprovar que é pela razão que se acede à verdade. Talvez tenha chegado a hora de sair do círculo vicioso, relativizando tudo isso e relembrando: verdade é algo em que se crê, sepreviamente se aceitam como verdadeiros os critérios que a definem como verdade.

No que diz respeito a nosso problema específico, todo esforço seria vão, de descobrir o “verdadeiro” e “objetivo”caráter da relação dos seres vivos com o mundo. Seria vão querer desvendar a “verdade” da relação dos homens com a natureza. Assim, por reconhecer a precariedade das bases sobre as quais a discussão seassenta, está longíssimo da intenção do autor deste trabalho qualquer ambição de Verdade. O autor diz fazer um exercício com a linguagem, para escancarar portas e janelas da mente, pelo prazer de liberar o pensamento, de fazer da reflexão algo flexível. Diz isso não ser ciência, sapiência talvez.

Mecanismo, organismo, informação
Os seres vivos se relacionam com o mundo de modo mecânico(modificando-o e sendo modificado) e de modo orgânico ( retirando do mundo o que lhes é imprescindível).

Estas relações podem também ser consideradas sob o ângulo do sistema de intercâmbio de informações que elas configuram.
Mais concretamente, em lugar de apenas admitir que uma planta necessite de certos componentes minerais e orgânicos da terra em que lançou sua raiz, esta planta deverá
ser capazde “reconhecer” os elementos da terra, para saber quais lhe são úteis.
Todo este trabalho de distinção e reconhecimento envolve algum intercâmbio de sinais e mensagens – comunicação, enfim. Algo parecido com uma “decisão” deve acontecer
Ora, para isso, é necessário supor que os “dados”, ou seja, as informações relativas à “decisão”, estejam disponíveis. Mesmo para comer e viabilizar...
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