Resumo Livro 1889

Páginas: 33 (8103 palavras) Publicado: 15 de maio de 2014
LIVRO “1889 (Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil)” 

AUTOR: LAURENTINO GOMES

1.    O PRÍNCIPE E O ASTRONAUTA
No final de dezembro de 1889, o Almirante Custódio José de Mello, comandante do navio brasileiro Almirante Barroso recebeu telegrama informando sobre a Proclamação daRepública. Junto veio à instrução de colocar sobre a coroa que ornamentava a bandeira nacional uma estrela vermelha. Havia um segundo problema a resolver. Era a presença a bordo do segundo-tenente Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo e Bragança, de 22 anos, mais conhecido como Príncipe Augusto, filho da Princesa Leopoldina e neto do Imperador Dom Pedro II.
O telegrama exigia que ele pedisse demissão einformava, também, que perdera a nacionalidade brasileira. Estava demitido e sem pátria em alto mar. Ficou na situação de um astronauta moderno, à deriva no espaço, sem ter onde pousar.
O príncipe desembarcou no Ceilão. Morreu na Áustria, 32 anos mais tarde, sem jamais ter pisado novamente em solo brasileiro.

2.    O GOLPE
O representante de São Paulo na reunião de republicanos que dariaminício ao golpe contra a Monarquia foi o maçom campineiro Francisco Glicério de Cerqueira Leite. Hoje, ele dá nome à Baixada do Glicério, área degradada do centro da capital paulista. Antes, reuniu-se, em São Paulo, com os líderes republicanos Campos Salles e Campos Júnior.
No Rio, percebeu um ambiente tenso. Tramava-se a derrubada do ministério liderado pelo mineiro Afonso Celso de Assis Figueiredo,visconde de Ouro Preto.
Na reunião de 8 de novembro, da qual participou Glicério, Benjamin Constant votou pelo exílio de D. Pedro II e o alferes Joaquim Inácio pelo fuzilamento puro e simples. A proposta de Benjamin foi à vencedora. O “sanguinário” Joaquim Inácio Cardoso, então com 29 anos, viria a ser avô de um futuro presidente da república: Fernando Henrique Cardoso.
Em 11 de novembro, houvea reunião decisiva com a presença do paulista Glicério, sob a liderança do Marechal Manoel Deodoro da Fonseca com a saúde visivelmente abalada. Foi feita uma divisão de tarefas com os militares cuidando da revolução armada e os civis da preparação política.
O dia 14 abrigou os preparativos da revolução. O General Floriano Peixoto, alto funcionário de confiança do Ministério, fez o papel deagente duplo. Embora fizesse parte do movimento revolucionário, tranquilizou o Visconde de Ouro Preto, garantindo-lhe que a situação estava sob controle. O Imperador, em Petrópolis, tão velho e doente quanto Deodoro, não apreendeu a gravidade dos acontecimentos. Informado no dia 14 sobre a agitação nos quartéis, apenas na manhã do dia 15 resolveu contra atacar; já era tarde.
Na madrugada do dia 15 denovembro, Benjamin Constant, testemunhando o estado decrépito de Deodoro da Fonseca, resolveu comandar as tropas rebeldes. Rapidamente, mobilizou-as e transmitiu orientações aos líderes civis. Na manhã de 15 de novembro, a grande maioria dos soldados que integravam as tropas golpistas não estava consciente de que se pretendia derrubar a Monarquia.
Refugiados no edifício do exército, “a cratera dovulcão”, o Visconde de Ouro Preto e o ministério julgavam-se protegidos pelos Generais Floriano Peixoto e Almeida Barreto. No entanto, ambos eram republicanos a serviço do Marechal Deodoro, e, serenamente, apenas observavam a movimentação dos revolucionários como se não estivesse acontecendo nada.
O Ministro da Marinha, Barão de Ladário, tentou resistir. Foi gravemente ferido à bala. Perdido, oPrimeiro Ministro, Ouro Preto, reconheceu a queda da Monarquia. A tropa que devia proteger o regime, nesse momento, confraternizava-se com Deodoro.
Segundo o discurso que se seguiu, Deodoro não tinha intenção de proclamar a República; chegou a dar vivas ao Imperador. As aparências indicavam que ele pretendia apenas depor o Ministério que, em sua opinião, tratava os militares do exército com...
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