Resumo do texto – a transformação do cotidiano: vias de formação do educador: a experiência da administração de vitória/es de maria elizabeth barros de barros

Páginas: 6 (1468 palavras) Publicado: 13 de abril de 2011
Universidade Federal Fluminense
ICHF
Psicologia e Processos de Formação I
Profª: Mary Yale
Aluno: Gabriel Pirovani Dias

Resumo do Texto – A transformação do Cotidiano: Vias de formação do Educador: A Experiência da Administração de Vitória/ES de Maria Elizabeth Barros de Barros

O texto propõe primeiramente uma discussão a cerca do conceito de “educação” , o porque da sua criação, e arelação da escola e as práticas educacionais no passado e presente.

Nos primeiros parágrafos do textos, Barros de Barros traça um linha de raciocínio dizendo que “toda prática educacional está envolvida numa suposição de historicidade e que toda prática está inserida num processo histórico que corresponde a um conjunto de ações articuladas entre si”.
Então a autora irá mostrar que a “educação”é apenas uma prática como muitas outras, dentre elas religião e ciência, inserida em um período determinado da história. Sendo assim “educação” é uma prática histórica.

No seguimento do texto, ela expõe um pensamento de Veyne, e concluí que “as práticas objetivam e as objetivações são correlatas de uma certa prática política”, ou seja, é a nossa prática que determina um objeto. Então ostermos, educação, escola, pedagogia, aluno só existem, devido as mudanças históricas aliadas, a uma necessidade de sua criação.

Após a introdução, Barros de Barros, irá mostrar ao longo do tempo como foi o processo educativo.
Num primeiro momento, falando que a “ educação se dava de forma espontânea e integral na sociedade”. Todos participavam, não existia uma instituição específica paratransmitir conhecimentos.
Em um segundo momento, ressaltando que por ser uma prática histórica,a educação estava sujeita a mudanças nos planos políticos, sociais e econômicos, portanto com o surgimento do capitalismo as “práticas educacionais”, passam a corresponder aos objetivos do sistema.

A autora ainda usa uma análise de Pierre F. Evrard, para mostrar que as instituições sociais “só tempertinência no marco das readequações da história” e que “do contrário
estaríamos nos apoiando em insuficiências do idealismo, do positivismo e do funcionalismo”.

Assim, a autora passa para outra etapa: A escolarização das práticas educacionais, que diz respeito ao papel que a escola assume como prática disciplinar aliada as mudanças sócio- político- econômico.

Barros de Barros trará ainda nessaetapa, os estudos de Ariès sobre o surgimento do “sentimento da infância”, que é a consciência da particularidade infantil.

Ariès dizia, que “antes do século XVII, a sociedade via mal a criança”, a infância era reduzida a um período de absoluta fragilidade da criança e dependência do adulto. Entre os séculos XI e XVII, não se atribuía importância a noção de idade.
Não havia grande preocupaçãocom a “ formação” da criança, a transmição de valores e conhecimentos e a socialização não eram controlados pela família da própia criança, um mestre, de uma família que na a sua, transmitia o conhecimento e a experiência prática que possuía.

No início do século XVII começa a se falar na fragilidade da infância e a educação das crianças passa a ser “uma das coisas mais importantes do mundo”. Apartir desse momento a criança a vista com um olhar de pureza e inocência. E a “educação” foi usada para manter as crianças longes de quaisquer coisas que pudessem usurpar essa concepção de pureza vinculada a criança.

Ariès ainda mostra que século XIII, os colégios eram apenas asilos para estudandes pobres, não tinham função de ensino e só apartir do século XV torna-se institutos de ensino.O colégio moderno não tem um papel apenas de ensino, mas de vigilância e enquadramento. Essa disciplina rigorosa teve origem na disciplina religiosa

A autora mostra que a partir do século XVII, começa a ser difundida uma nova moral, a noção de criança bem educada, ou, o pequeno burguês.
A partir do momento em que essa concepção aparece cria-se um antagonismo de classes, até então não...
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