Resumo do texto defesa da concorrência: políticas e perspectivas

Páginas: 8 (1998 palavras) Publicado: 2 de junho de 2011
1. Com a globalização de mercados, empresas estão mudando estratégias em busca da competitividade, entre essas mudanças vem sendo observada uma tendência de concentração (intensificação de fusões, compras e incorporações), que tem causado efeitos sobre a estrutura industrial e os padrões de concorrência. É então ressaltada a importância de se criar um ambiente competitivo interno para o aumentoda concorrência local. Entrando em questão o debate sobre o papel da defesa, ou não, da concorrência para garantir a competitividade das empresas.
Alguns autores defendem a necessidade do sistema de defesa para garantir um ambiente competitivo que leve as empresas a operarem com eficiência. Esse sistema consiste na eliminação de práticas que possam bloquear o processo concorrencial. Já outra linhade autores ressalta que diante de uma economia globalizada as leis de defesa perderiam sua função e a própria concorrência internacional eliminaria os abusos da posição dominante do mercado. Ou até que essas leis seriam nocivas à economia.
O Mercado por si só respondeu, depois de duas décadas embasado na teoria Neoliberal, que é incapaz de regular a economia internacional e que existe anecessidade da defesa da concorrência.
2. A concorrência se constitui como elemento de proteção dos agentes econômicos e da coletividade e deve ser tratada além dos limites de cada Estado, na esfera internacional. Visto que a teoria da concorrência ainda está em desenvolvimento será feita uma discussão sobre os diferentes modelos dessa teoria.
A concepção de Adam Smith e D. Ricardo sobre a concorrênciaperfeita foi superada. A atual visão é de que não existem tipos ideais de pequenas unidades empresariais que possam isoladamente influenciar no mercado.
Ainda continua o choque entre as visões de Marx, Schumpeter e do mainstream econômico (base normativa neoclássica), em relação ao conceito de concorrência.
2.1. O modelo neoclássico se baseia em pressupostos que eliminam qualquer possibilidadede diferenciação das empresas, ou outras estratégias de competição, o que caracteriza o processo econômico como estático e geraria a concorrência perfeita.
A concorrência perfeita é vista como um conjunto de condições que garante, na multiplicidade de unidades produtivas, que nenhuma delas prevaleça sobre a outra, garantindo assim a total ausência de rivalidade entre elas. Posto que as empresassão price-takers e suas ações não influenciam as decisões das demais.
Mas a concorrência perfeita não passa de uma ideologia neoclássica de defesa do livre mercado. Na prática é impossível haver um poder econômico sem concorrência. Há, no entanto, formas legais de conter os abusos.
2.2. O modelo marxista assinala a concorrência perfeita como utópica. De acordo com Marx, não existe uma regra jádefinida para a distribuição da riqueza. O que a determina a distribuição é a concorrência: cada agente econômico busca se apropriar da maior quantidade de valor possível nas operações de compra e venda. A interação dos agentes em concorrência nos mercados se constitui como relação social e a partir dela é obtida a coordenação da atividade econômica. Apesar disso, Marx não elimina os papéisimportantes de outras instituições no processo de coordenação.
2.3. Segundo o paradigma Neo-Schumpteriano, a propriedade fundamental da concorrência é a busca constante pelo lucro. A obtenção de lucros está associada à diferenciação entre as empresas e a criação de vantagens competitivas através de contínuas inovações nos produtos e processo produtivos para o aumento da eficiência. Levando então aodesenvolvimento e evolução do sistema econômico.
As empresas buscam monopolizar as inovações ainda que temporárias e restritas a segmentos específicos de mercado.
O modelo Neo-Schumpteriano aceita a grande empresa como mal necessário ao estímulo do progresso. Sustenta a idéia de que a concorrência perfeita é impossível e é um erro pretender que o Estado intervenha de forma que a grade empresa opere...
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